Pepe Escobar : Fala do Comandante iraniano Amir Ali Hayazade das Forças Aeroespaciais do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica do Irã

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MUITO IMPORTANTE. Por favor, leiam atentamente. Aí se explica por que o Irã não implantou uma zona aérea de exclusão. Alguns burocratas têm um inferno de erros a pagar.
Vídeo, 01’29”

Nota dos tradutores:
Todos os comentários e todas as correções à versão aqui distribuída são bem-vindas.
Esse documento de importância histórica gigante, foi apresentado ‘ao vivo’, falado em idioma persa. Não vimos versão escrita formal. E essa tradução foi feita da versão em inglês, acima referenciada.
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FALA O COMANDANTE Amir Ali Hayizade, das Forças Aeroespaciais do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica do Irã [ing. Guardian Corps of the Islamic Revolution of Iran (CGRI):

“Preferiria estar morto, e que esse incidente jamais tivesse acontecido. Nós, no Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica do Irã aceitamos toda a responsabilidade, e estamos prontos a implementar qualquer decisão tomada pelo sistema.

Eu estava no oeste do país, acompanhando ataques a bases dos EUA no Iraque, quando ouvi as notícias. Sacrificamos nossas vidas pelo povo, por toda uma vida, e agora aí estamos, desgraçados por nós mesmos, obrigados a defender nossa reputação diante de Deus e a nos explicar diante do povo.

Havíamos pedido ao sistema que se estabelecesse uma zona aérea de exclusão, considerada a situação de guerra. Mas o pedido não foi aprovado, sob específicas considerações.

O operador da Defesa Aérea enviou mensagem aos seus comandantes; mas, depois de não receber qualquer resposta por 10 segundos, tomou a decisão de derrubar o avião.

Informei aos oficiais [funcionários] iranianos na manhã de 4ª-feira, e disse que considerávamos a hipótese de que nosso avião tivesse sido derrubado. Mas o Estado-maior das Forças Armadas pôs sob quarentena todos os que sabiam sobre o evento, e decidiu adiar qualquer declaração.

Os oficiais [funcionários], incluídas autoridades da Aviação, que continuaram a negar o tiro de míssil, não são culpados. Disseram o que disseram a partir do que sabiam.

Nós éramos os únicos responsáveis. Naquele momento estávamos prontos a guerra total com os EUA. Tínhamos relatos de disparos de mísseis contra o Irã.

Aquela tragédia foi causada por um “erro” individual.”

O Comandante Amir Ali Hayizade, das Forças Aeroespaciais do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica do Irã repetiu várias vezes que a responsabilidade não caberia à Organização de Aviação. Toda a responsabilidade cabe às Forças Armadas e aos que falharam e não controlaram a situação (talvez ao não ter implantado a zona aérea de exclusão aérea).

Ponto central dessas observações são os informes sobre mísseis disparados contra o Irã.
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