Uma viagem pelo sul do Líbano revela uma população resiliente que se recusa a abandonar suas terras enquanto Israel intensifica sua campanha de destruição, limpeza étnica e ocupação permanente.
William Van Wagenen

Crédito da foto: The Cradle
30 de junho de 2026
Quando a equipe do *The Cradle* chegou à cidade libanesa de Nabatieh, na tarde de 18 de junho, a visão dos imensos danos causados por meses de bombardeios israelenses era chocante. O centro da cidade — onde fica o mercado histórico local — foi particularmente atingido. Ele havia sido alvo de ataques na guerra anterior, em 2024, e reconstruído, apenas para ser atingido e destruído novamente após a retomada do conflito, no início de março.
Ao entrar no centro da cidade, vimos fotos do falecido líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e de combatentes do grupo mortos em combate — considerados mártires — penduradas em um poste de iluminação, com vista para a destruição na rua principal que passa pelo mercado.
Um pequeno restaurante ainda estava aberto e servindo comida. Enquanto nos sentávamos para comer um sanduíche de falafel, ouvimos quase imediatamente o estrondo da artilharia israelense.
Apesar de um suposto cessar-fogo no Líbano, estabelecido por um memorando de entendimento (MoU) entre os EUA e o Irã firmado poucos dias antes, tropas israelenses continuam a ocupar posições nas colinas que dominam Nabatieh, colocando a cidade na linha de frente da campanha da resistência libanesa para expulsá-las.
Nos minutos seguintes, ouvimos mais quatro disparos de artilharia. Enquanto nos apressávamos para terminar a refeição, uma procissão começou na mesquita do outro lado da rua.
Ela foi organizada para marcar o início da Ashura, um período de luto religioso durante o qual muçulmanos xiitas relembram o assassinato do Imã Hussein, neto do Profeta Maomé, na Batalha de Karbala, em 680 d.C.
Os participantes da marcha carregavam bandeiras e entoavam palavras de ordem dedicadas ao Imã Hussein. Após alguns minutos, o grupo parou nas ruas cobertas de escombros para realizar a “latmiyah”, golpeando ritmicamente o próprio peito em memória da profanação do corpo do Imã Hussein, que foi pisoteado por cavalos inimigos e perfurado por lanças e flechas.
A marcha contornou o antigo mercado, que foi reduzido quase inteiramente a ruínas após meses de ataques aéreos israelenses. Os participantes da marcha entoavam: “Esta é a tragédia de Karbala; ó Imam Hussein, veja. Esta é a tragédia de Karbala.”

Procissão de Ashura em Nabatieh.
Mas essa procissão de Ashura não servia apenas para relembrar o martírio do neto do Profeta. Ela também foi organizada em memória de três membros do Serviço de Ambulâncias de Nabatieh — uma equipe local de resgate voluntário — mortos por Israel durante a guerra. Com um cessar-fogo precário em vigor, essa foi a primeira oportunidade que os socorristas tiveram de prestar uma homenagem formal aos seus colegas mortos.
A procissão era liderada por paramédicos e socorristas vestindo seus uniformes azul-vibrante e carregando grandes cartazes com as fotos dos três socorristas mortos, vistos como mártires pelo serviço prestado ao salvar outras vidas.
Um dos paramédicos mortos, Joud Soleiman, completaria 16 anos em outubro.
Ele foi morto em 24 de março por um ataque de drone israelense. Joud estava em uma scooter com seu colega, Ali Jaber, de 23 anos. Como parte de sua rotina diária, eles estavam indo buscar comida para a equipe da ambulância.
Membros do Serviço de Ambulâncias de Nabatieh marcham na procissão de Ashura para homenagear seus colegas mortos por Israel.
A France TV estava filmando com a equipe poucas horas antes de Israel realizar o ataque contra Joud e Ali, que eram melhores amigos.
As imagens dos jornalistas franceses mostravam que os jovens eram claramente identificáveis, vestindo uniformes com o logotipo do Serviço de Ambulâncias de Nabatieh.
Quando os jornalistas questionaram o exército israelense, um representante admitiu a realização do ataque, mas alegou, de forma bizarra, que Joud e Ali haviam morrido em uma colisão entre dois carros que passavam pelo local. No entanto, as imagens feitas pelos jornalistas da France TV, que chegaram rapidamente ao local após o ataque, mostraram que tal colisão não havia ocorrido.
Os militares israelenses reconheceram possuir imagens em vídeo do incidente, captadas pelo drone que realizou o ataque, mas recusaram-se a fornecê-las ao canal francês.
O capitão Mohammad Soleiman, chefe do serviço de ambulâncias, disse ao *The Cradle* que o sonho de Joud, desde muito jovem, era tornar-se paramédico e realizar missões de resgate.
Soleiman sabia disso porque Joud não era apenas um membro de sua equipe; ele também era seu filho. “Desde os seis anos de idade, ele vinha comigo na ambulância e participava dos treinamentos”, disse Soleiman. “Ele costumava vestir meu uniforme de paramédico, esperando o dia em que poderia integrar a equipe.”
“Ele estava sempre com a minha equipe. Ele não tem nada a ver com política. Ele não era terrorista. Ali e Joud estavam sempre juntos. Eram melhores amigos desde que frequentavam a base de ambulâncias quando crianças.”
Durante a guerra anterior, em 2024, Soleiman enviou Joud para Beirute de ônibus para mantê-lo em segurança, mas ele sempre voltava. No início desta guerra, ele disse: “Não me obriguem a ir embora; eu vou ficar.”
Ao ser questionado sobre por que Israel tentaria matar socorristas e paramédicos que apenas tentavam salvar vidas, ele explicou: “O povo israelense não ama a paz. Eles adoram tomar tudo para si; querem tomar sua casa, suas terras.”
“Eles fazem isso com o apoio dos Estados Unidos e de outros lugares. Desejamos que esse apoio chegue ao fim.”
Ataque de quatro sucessivas investidas
Entre os paramédicos mortos homenageados durante a procissão de Ashura estava outro membro do Serviço de Ambulâncias de Nabatieh: Mahdi Abou Zeid, de 31 anos.
Mahdi estava entre os três socorristas mortos por Israel em um ataque de quatro sucessivas investidas (*quadruple tap*) na cidade vizinha de Mayfadoun, em 15 de abril.
Um drone israelense atacou inicialmente paramédicos da Associação de Saúde Islâmica enquanto eles resgatavam feridos do local de um ataque aéreo. Um paramédico morreu e um segundo permaneceu desaparecido.
Quando uma segunda equipe da Associação de Saúde Islâmica correu para o local para ajudar seus colegas, um drone israelense também a atacou, ferindo três paramédicos.
Por fim, duas ambulâncias adicionais — da Associação de Escoteiros Risala e do Serviço de Ambulâncias de Nabatieh — foram enviadas para resgatar seus colegas feridos. Israel atingiu os dois veículos, matando mais dois paramédicos e ferindo outros três.
Um dos paramédicos mortos, Fadel Serhan, de 43 anos e membro da Associação de Escoteiros Risala, havia aparecido em uma reportagem da BBC na mesma semana em que foi morto por Israel.
Mohammad Jaber, do Serviço de Ambulâncias de Nabatieh, dirigia o veículo que transportava o corpo de Fadel Serhan.
Mohammad disse ao *The Cradle*: “Mahdi estava em uma missão para salvar outros paramédicos que haviam sido atingidos. Ele trabalhava com uma equipe para retirá-los de lá. Enquanto trabalhavam para colocar os feridos na ambulância, Mahdi foi atingido e ferido. O ferimento foi fatal.”
Estilhaços do míssil disparado pelo drone israelense se espalharam em todas as direções, atingindo Mahdi em áreas não totalmente protegidas por seu colete de segurança.
Mohammad explicou que as equipes de socorro nunca tratam as vítimas feridas no local do ataque, devido ao risco de serem alvos de Israel. Em vez disso, colocam as vítimas nas ambulâncias e iniciam o tratamento enquanto se dirigem a áreas mais seguras.
Isso torna mais difícil o tratamento da pessoa ferida. No entanto, se permanecessem na zona de perigo e Israel os atingisse novamente, tanto a vítima quanto a equipe de paramédicos morreriam.

Os paramédicos do Serviço de Ambulâncias de Nabatieh, Mohammad Soleiman e Mohammad Jaber, diante de um cartaz com as imagens de Joud Soleiman, Ali Jaber e Mahdi Abou Zeid.
Funeral em Harouf
Após a procissão de Ashura em Nabatieh, o *The Cradle* dirigiu-se a Harouf, uma cidade situada nas colinas acima de Nabatieh. Ocorria um cortejo fúnebre para quatro combatentes do Hezbollah — Bilal Mahmoud Atawi, Amin Hassan Harb, Mohammad Baqir Hussein Harb e Hassan Nazih Ayoub — mortos em combates contra as tropas invasoras israelenses.
Enquanto a equipe do *The Cradle* caminhava em direção ao ponto de partida da procissão, carros e caminhonetes lotados de jovens circulavam pela rua principal da cidade, exibindo enormes fotos dos combatentes mortos em combate.
Logo, quatro caixões chegaram, carregados nos ombros por grupos de homens — jovens e idosos —, ao som do cântico “Labbaiki ya Zaynab”, uma expressão de devoção à irmã do Imam Hussein. Zaynab é reverenciada por sua coragem após a Batalha de Karbala; depois que seu irmão e seus seguidores foram mortos, ela protegeu os membros sobreviventes da família e desafiou abertamente seus captores por meio de uma série de discursos contundentes.
À medida que a procissão avançava, os homens se cumprimentavam com abraços e ofereciam condolências. O pai de um dos combatentes mortos segurava as lágrimas enquanto caminhava. Dois adolescentes o acompanhavam, carregando uma grande foto do filho para expressar orgulho pelo fato de ele ter lutado contra o exército de ocupação israelense.
As margens da rua estreita de Harouf estavam repletas de mulheres e meninas vestidas com *chadors*. Muitas delas também usavam lenços amarelos — a cor da bandeira do Hezbollah — e broches com a imagem de um jovem (marido, irmão ou pai) morto em combate contra Israel. Outras mulheres seguravam com orgulho fotos de seus entes queridos mortos na guerra. Muitas choravam à passagem dos caixões dos mártires mais recentes.
Quando a procissão chegou ao cemitério, os caixões foram alinhados na rua. Centenas de homens formaram filas atrás deles para realizar uma oração antes que os mártires fossem levados para o sepultamento. Cortejo fúnebre em Harouf para os combatentes do Hezbollah Bilal Mahmoud Atawi, Amin Hassan Harb, Mohammad Baqir Hussein Harb e Hassan Nazih Ayoub, mortos por Israel em combate.
Uma noite de terror
Mas o luto não terminou com o funeral. Embora Israel devesse interromper os ataques ao Líbano como parte do acordo entre os EUA e o Irã, as forças israelenses continuaram sua ofensiva contra uma colina estratégica acima de Nabatieh.
Conhecida como Ali al-Taher, a colina abriga, segundo os israelenses, uma base fortificada do Hezbollah, profundamente escavada na montanha e conectada por túneis. O local é um ponto elevado estratégico, com vista para grande parte do sudeste do Líbano incluindo o histórico Castelo de Beaufort.
O Hezbollah afirmou que seus combatentes emboscaram as forças invasoras israelenses em 19 de junho com mísseis guiados e disparos de foguetes e artilharia, destruindo três tanques Merkava. A mídia israelense anunciou que quatro membros da tripulação de um tanque foram mortos por um míssil antitanque ou drone do Hezbollah, incluindo o comandante do batalhão.
Israel respondeu com uma nova onda de ataques aéreos, incluindo 25 contra cidades nos arredores de Nabatieh. Os ataques mataram 47 pessoas em uma única noite no sul do Líbano.
Poucas horas após o término do cortejo fúnebre em Harouf, um ataque israelense destruiu uma casa na vila, matando nove pessoas, incluindo duas jovens e três meninas. Um vídeo circulou na internet mostrando equipes de emergência desesperadas trabalhando quase na escuridão para retirar as vítimas dos escombros.
Em outras partes do distrito de Nabatieh, bombardeios israelenses mataram sete pessoas na vila de Haboush e seis na vila de Al-Duwayr, incluindo uma criança. A agência de notícias estatal do Líbano descreveu o bombardeio noturno como um dos “mais intensos da guerra”.
Massacre em Qannarit
No dia seguinte, 20 de junho, Israel realizou outro ataque terrível. Na cidade de Qannarit, nos arredores da cidade costeira de Sidon (Saida), forças israelenses lançaram uma bomba de grande porte sobre um prédio residencial, destruindo-o completamente.
A mídia israelense alegou que o alvo era um comandante do Hezbollah. No entanto, a enorme explosão matou pelo menos sete pessoas, segundo um balanço preliminar.
Quando a equipe do *The Cradle* chegou, várias horas após o bombardeio, dezenas de agentes da defesa civil e outros socorristas usavam uma escavadeira e ferramentas básicas para tentar encontrar sobreviventes. Um agente da defesa civil informou que o número de mortos havia chegado a 17, incluindo várias crianças. Enquanto estávamos lá, a defesa civil conseguiu resgatar uma pessoa, que foi rapidamente levada de ambulância.
Talvez o mais chocante fosse o nível de destruição causado pela bomba. O prédio residencial, situado em um bairro tranquilo nas colinas acima de Sidon, havia desaparecido completamente, dando lugar a uma cratera gigantesca de cerca de 7 metros de profundidade e 9 metros de largura. Israel é conhecido por utilizar bombas MK-84 de 2.000 libras (907 kg), de fabricação americana, no Líbano. Apelidada de “O Martelo”, a MK-84 é famosa por seu poder destrutivo. Seu uso em áreas residenciais torna inevitável — e, por extensão, deliberada — a morte de civis provocada por Israel.
Qual é o objetivo da violência israelense?
Autoridades israelenses afirmam que visam apenas combatentes do Hezbollah, mas essa alegação é desmentida pelas inúmeras mortes de civis decorrentes dos ataques israelenses a prédios residenciais e casas.
Até mesmo o presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estava empregando níveis chocantes de violência no Líbano. “Não é preciso derrubar um prédio de apartamentos toda vez que se procura alguém”, disse Trump, referindo-se à prática israelense de matar famílias inteiras — ou várias famílias — para atingir um único membro do Hezbollah ou do Hamas.
Curiosamente, o presidente então aventou a ideia de que forças leais ao autoproclamado presidente sírio Ahmad al-Sharaa — o ex-líder da Al-Qaeda que adotava o nome de guerra Abu Mohammad al-Julani — poderiam ser usadas para atacar o Hezbollah de maneira mais “precisa”.
Os comentários de Trump ignoram o fato de que Sharaa enviou suas forças para massacrar mais de 1.600 civis alauítas em março de 2025, em uma suposta tentativa de reprimir uma insurgência de ex-oficiais do exército. Quatro meses depois, as forças de Sharaa também massacraram centenas de civis drusos sob pretextos semelhantes.
Eles filmaram a si mesmos cometendo atrocidades horríveis, incluindo forçar jovens alauítas a latir e rastejar como cães antes de executá-los em massa, além de decapitar e até queimar homens drusos vivos.
A verdadeira motivação para o uso de violência extrema por parte de Israel foi revelada no dia seguinte ao assassinato da família na aldeia de Harouf. O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, declarou: “Todo o Líbano precisa queimar!”
“Para cada lágrima de uma mãe israelense, mil mães libanesas precisam chorar”, disse ele.
Expandindo o “Grande Israel”
Mas por que aterrorizar o Líbano dessa maneira? Embora autoridades militares israelenses aleguem publicamente que precisam derrotar o Hezbollah e o Hamas para garantir a segurança de Israel, Ben Gvir e outros líderes de colonos judeus apontam outra motivação: expandir o “Grande Israel”. Eles dizem que desejam ocupar territórios palestinos e libaneses, arrasar suas cidades e vilarejos e expulsar as populações nativas para substituí-las por colonos judeus.
Em maio, Ben Gvir deixou claras suas intenções em relação ao Líbano e a Gaza ao discursar em um evento que marcava o aniversário, segundo o calendário hebraico, da conquista e ocupação de Jerusalém Oriental por Israel em 1967.
“Temos mais planos para incentivar a migração de Gaza, incentivar a migração da Judeia e Samaria (Cisjordânia) e o povoamento no Líbano, e não temeremos eliminar todos aqueles que se levantarem para nos matar”, disse Ben Gvir.
Limpeza étnica no sul do Líbano
A intenção de promover uma limpeza étnica e, posteriormente, estabelecer assentamentos no sul do Líbano é evidenciada não apenas pelas ordens de “evacuação” em massa emitidas pelos militares israelenses aos civis libaneses, mas também pelas ordens de “não retorno”.
Enquanto os EUA e o Irã estavam próximos de um acordo para encerrar os combates, o Ministro da Defesa, Israel Katz, anunciou em 15 de junho que as forças israelenses não apenas permaneceriam no Líbano, na Síria e em Gaza “sem qualquer limite de tempo”, mas que o território ocupado por Israel seria “esvaziado de moradores locais e de toda a infraestrutura terrorista”.
Dois dias após a declaração de Katz, os militares israelenses publicaram um novo mapa designando seis por cento de todo o território libanês como uma zona de “Defesa Avançada”. A área incluía uma longa lista de vilarejos — que normalmente abrigavam dezenas de milhares de civis — aos quais ninguém teria permissão de retornar.
A demolição de vilarejos libaneses pelas forças militares israelenses é mais uma parte da estratégia para despovoar o sul do país e preparar o terreno para futuros assentamentos judaicos.
A ONU informou, em 23 de junho, que mais de 11.000 edifícios residenciais foram encontrados completamente destruídos e outros 2.200, parcialmente danificados.
“Para muitas famílias, isso significa que simplesmente não há casa para onde voltar”, afirmou o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.
Em 25 de junho, tropas israelenses tentaram fazer cumprir tais ordens de “não retorno”, matando três pessoas e ferindo uma quarta na região de Nabatieh, apesar do suposto cessar-fogo.
Um drone atingiu um veículo Honda CR-V em uma estrada que liga as cidades de Zawtar e Mayfadoun, numa tentativa de impedir que homens libaneses retornassem aos seus vilarejos para verificar a situação de suas casas.
Conclusão
As ações de Israel no sul do Líbano — desde atacar socorristas e matar famílias inteiras com bombas de 2.000 libras fabricadas nos EUA até arrasar vilarejos e impor ordens de “evacuação” em massa e de “não retorno” — apontam para uma campanha que vai além de objetivos militares. O objetivo é promover uma limpeza étnica no sul do Líbano e incorporá-lo ao “Grande Israel”. Se Israel terá sucesso em sua ambição de esvaziar o sul do Líbano, permanece incerto. No entanto, o que é absolutamente certo é que cada vilarejo reconstruído, cada família que retorna e cada ato de resistência sinalizam que o projeto não passará sem contestação. A população do sul do Líbano não tem intenção de abrir mão de suas terras e continuará a resistir a cada passo do caminho.
As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente as do Oriente Mídia
Fonte: The Cradle.
