Morre Lejeune Mirhan, militante histórico do PCdoB

Share Button

Segundo a presidenta do PCdoB, Nádia Campeão, “foi-se um comunista guerreiro, verdadeiramente internacionalista, corajoso e muito inteligente”
por André Cintra
Publicado 06/08/2026 19:12 | Editado 06/08/2026 19:42

O sociólogo, professor, sindicalista e escritor Lejeune Mirhan, militante histórico do PCdoB, morreu nesta quinta-feira (6), em Campinas, aos 69 anos, vítima de uma parada cardíaca. Ele estava internado desde julho na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Madre Teodora.

Nascido em Corumbá (MS), Lejeune Mato Grosso Xavier de Carvalho começou a militância na década de 1970, na resistência à ditadura militar e no movimento estudantil, na PUC Campinas. Pela instituição, graduou-se em Ciências Sociais em 1981 e concluiu o mestrado em Filosofia em 1984. Por 20 anos, foi professor na Universidade Metodista de Piracicaba.

A partir de 1982, dedicou-se à causa palestina, tendo escrito livros e centenas de artigos sobre o tema. No final dos anos 2000, adotou o nome Lejeune Mirhan, em homenagem a seus ancestrais e em aproximação definitiva com o mundo árabe.

“Foi-se um comunista guerreiro, verdadeiramente internacionalista, corajoso e muito inteligente”, afirmou Nádia Campeão, presidente em exercício do PCdoB. “Conheci o ‘Mato Grosso’ quando ambos estudávamos em Piracicaba – e ele nunca passou desapercebido nas lutas que travava e travou por toda a vida. Lejeune presente!”

Ele também presidiu o Sindicato dos Sociólogos de São Paulo (Sinsesp) e a Federação Nacional dos Sociológicos (FNS-B), além de ter sido vice-presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL). Em 2007, foi um dos fundadores da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). Entre suas principais contribuições ao PCdoB, estão seus anos de trabalho na Secretaria Nacional Sindical.

Nivaldo Santana, atual titular da secretaria, destaca as “múltiplas áreas de atuação” de Lejeune. “Ele foi dirigente sindical e atuava na militância intersindical. Deixou sua marca também como membro da Comissão Sindical Nacional, período em que acompanhava diversos sindicatos em todo o País”, disse Nivaldo. “Intelectual com profícua produção, foi um grande mestre nos cursos de formação sindical. Sua partida deixa um vazio imenso!”

Fonte: Portal Vermelho

Share Button

Deixar um comentário

  

  

  

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.