Por Dr. Abdel Latif Hasan Abdel Latif
Ontem, começou um novo capitulo nessa longa guerra contra nossas nações e nossos povos. Uma guerra ininterrupta para remodelar a realidade geopolítica na região.
A intenção é clara: derrubar o regime revolucionário do Irã, para roubar as riquezas e avançar ainda mais na direção da grande Israel, o projeto já declarado por sionistas e seus servos-reféns em Washington.
Um novo capitulo porque essa guerra contra o Irã é a continuação da guerra contra Palestina, Líbano, Iemen, Siria, Iraque e todos os países árabes. O objetivo sionista é transformar o oriente médio em um império sionista. Como disse Moshe Dayan, as fronteiras de Israel são até onde as botas dos soldados judeus alcançarem.
Os seguidores, patrocinadores e escravos das chantagens de Epstein-Mossad em Israel e nos Estados Unidos começaram essa guerra contra a república islâmica do Irã, com objetivos claros.
Mas o Irã, por sua vez, tem seus próprios planos. Os líderes iranianos, repetidas vezes, afirmaram que os inimigos podem começar a guerra, mas o fim da guerra será decidido pelo Irã e os povos da região.
Desde o primeiro momento, ficou bem claro que essa batalha é e será totalmente diferente de todas as outras anteriores.
Primeiro: diferente da guerra de 12 dias contra o Irã, quando o inimigo sio-imperialista começou atacando instalações militares, dessa vez, os primeiros alvos foram instalações civis, como sede do governo e regime. Atacaram escolas, residências oficiais e infraestrutura civil. Em um único ataque, Israel bombardeou uma escola na cidade de Minab, sul do Irã, matando mais de 120 alunas e ferindo gravamente dezenas de meninas iranianas. Isso aconteceu ao mesmo tempo em que Israel bombardeava a residência do líder supremo da revolução, Ali Khamenei. A intenção era óbvia: repetir o cenário venezuelano, adaptado ao Irã.

Nas suas alucinações psicopáticas, os mestres, discípulos e chantageados de Epstein-Mossad acreditaram que o assassinato do líder significaria a queda do regime ou ao menos, desestabilizá-lo. Por isso, os bombardeios contra delegacias de polícia e de forças da segurança interna, com o desejo de completar o plano de criar caos geral.
Mas o resultado foi o contrário: o povo, o exército e a liderança iranianos estão unidos e determinados, como nunca, a enfrentar essa nova agressão israelense-imperialista.
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Moradores são evacuados de um prédio atingido por um projétil em Tirat Hacarmel, perto de Haifa, no norte de Israel, sábado, 28 de fevereiro de 2026. — Foto: AP Photo/Leo Correa
Segundo: diferente da guerra dos 12 dias, quando a resposta iraniana levou mais de 15 horas para acontecer, ontem, a resposta foi imediata e bem elaborada. Começou com ataques a alvos estratégicos na Palestina ocupada: porto de Haifa, Ministério da guerra de Israel em Telaviv, bases militares e aeroportos.
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Hotel de luxo em Dubai pega fogo em meio a ataques dos EUA e Israel — Foto: Reprodução/FarsNews
Ao mesmo tempo, Irã atacou todas as bases militares americanas na região: Arábia Saudita, norte do Iraque, Catar, Bahrein, Emirados árabes, Kwait e Jordânia.
A intensidade e coordenação dos ataques iranianos indicam um plano bem elaborado e evolutivo.
A guerra dessa vez não será tão rápida como deseja Israel e seus servos em Washington.
Terceiro: o Irã, desde o primeiro momento, deixou claro que, para eles, essa guerra é para defender a existência soberana do Irã, ameaçada pelo inimigo sionista-americano. Não se trata de uma guerra contra o regime, mas contra a soberania, contra a lei internacional e contra a liberdade de todos os povos da região.
Há muito tempo, ficou claro que, no oriente médio, há dois projetos inconciliáveis: projeto sio-imperialista que foi novamente afirmado pelo embaixador americano na entidade sionista. Esse projeto significa a grande Israel, onde todo o Oriente Médio seria ocupado, escravizado e controlado por Israel. A intenção é escravizar nossos povos, saquear o que restou de nossas riquezas e forçar a solução final da limpeza étnica na Palestina. Por outro lado, as forças de resistência lideradas pelo Irã , que defendem um futuro livre, soberania plena para todos os povos e Palestina livre.
Entre esses dois projetos, não há território cinzento. Ser antiimperialista e antissionista significa estar com o Irã, com a resistência, incondicionalmente.
O Irã hoje não está apenas defendendo seu território, seu povo e seu regime, mas está lutando para garantir o futuro de todos na região, um futuro sem controle sionista, sem genocídio, sem racismo, sem corrupção política e moral. A vitória do Irã é a vitória dos povos árabes e de todos que, ao redor do mundo, tentam se livrar do domínio sionista e imperialista.
Abdel Latif Hasan Abdel Latif
Médico palestino – 01/03/2026
