Solidariedade com os Trabalhadores de Adra

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Indignada com a agressão aos trabalhadores sírios na cidade industrial de Adra, a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB lançou uma Carta Aberta ao Governo e ao Congresso do Brasil para demandar a tomada de providências junto à Organização Internacional do Trabalho no sentido de que o terrorismo que atinge a população síria financiado do exterior e em contraposição à soberania da Síria seja repudiado e combatido. Segue a Carta da CGTB.

Carta Aberta ao Governo Federal  e ao Congresso brasileiro.

Solidários com os trabalhadores e o povo da Síria, que sofrem repetidas e inaceitáveis agressões por parte de terroristas mercenários e apátridas, pedimos ao Governo brasileiro – através do nosso Ministério de Relações Exteriores e da própria presidente Dilma Roussef – que expresse às autoridades legítimas da Síria e, através destas, à Federação Geral de Sindicatos da Síria o mais veemente repúdio ao massacre fascista cometido na quarta-feira, dia 11 de dezembro, na cidade de Adra, por grupos que lá atuam a soldo de intervencionistas estrangeiros.

Solicitamos ainda que o nosso Governo – através de sua representação junto à OIT  em Genebra – apoie a convocação de uma reunião extraordinária da Organização Internacional do Trabalho para que as autoridades trabalhistas sírias e suas representações nesse setor possam expor em detalhes e com provas o ocorrido. Esse apoio é muito importante a fim de que seja levado adiante o pedido da Federação Sindical Mundial, FSM, de que a OIT denuncie e repudie o massacre e se some às manifestações internacionais pela paz na Síria, exigindo a interrupção imediata de qualquer apoio (financeiro, logístico ou armado) aos bandos de mercenários que lá atuam – matando civis, homens, mulheres e crianças, destruindo escolas, hospitais, mesquitas e igrejas, sequestrando e assassinando ministros religiosos, atentando contra a infraestrutura do país. Essa política viola a Carta de Princípios da ONU e todos os tratados e acordos internacionais.

A descrição fornecida pela Federação Sindical Mundial, pela Confederação Internacional dos Sindicatos Árabes e pela Federação Geral dos Sindicatos da Síria nos informa que, na quarta-feira (11), os alojamentos de operários que trabalham no polo industrial da cidade de Adra, foram atacados por homens armados pertencentes aos bandos terroristas vinculados à Jabhat Al Nustra (grupo de fanáticos com conexões com a Al Qaeda).

Informes militares e jornalísticos sírios e internacionais independentes destacam que os agredidos eram civis desarmados e que mais de 90 pessoas morreram na criminosa ação. Muitos deles, seguindo os mais terríveis métodos fascistas, queimados num forno de fazer pão.

Vídeos que já estão circulando em redes como o Youtube mostram corpos empilhados e ensanguentados.

As entidades sindicais afirmam que esta e outras ações de terrorismo e sabotagem não promoverão a desunião do povo sírio, nem o farão retroceder de sua disposição de defender a integridade do seu território da intervenção estrangeira. Segundo a Confederação Internacional dos Sindicatos Árabes, a chacina de Adra só “reflete o fracasso e a bancarrota dos que querem servir aos objetivos de seus amos no exterior”.

Nós da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB nos somamos aos trabalhadores sírios, aos nossos colegas árabes e à FSM no repúdio a este ato, na solidariedade aos trabalhadores sírios e na exigência de uma ação rápida e efetiva do governo brasileiro.

A omissão dos últimos meses não é justa. Devemos, sim, nos posicionar contra essas agressões desumanas e a favor da paz e da integridade e soberania da Síria através de atitudes condizentes com a história de ações progressistas e humanitárias do Itamaraty, cuja trajetória eleva o nome internacional do Brasil, serve de exemplo para nações e povos do mundo inteiro e nos faz orgulhosos de nossa nacionalidade.

Ubiraci Dantas de Oliveira – Presidente da CGTB

 

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