Guerra de existência, não de privilégios.

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Por Mohamed Salami, Al-Manar TV.

O secretário-geral do Hezbollah, Sayyed Hasan Nasrallah, disse que o Partido combate na Síria uma guerra pela existência do Líbano, da Síria e da Palestina, não guerra por privilégios privados.  Na cerimônia em memória do mártir comandante Hassan Lakkis, no complexo de Sayyed Shohadaa, Sayyed Nasrallah disse que facções takfiri sírias ameaçam agora todos os que se opõem a eles e enfrentam também lutas internas. “A guerra não ameaça minorias, mas todos os sírios e os libaneses de todas as seitas” – Sayyed Nasrallah acrescentou. – “A maioria dos soldados do Exército Sírio são sunitas. Essa não é guerra sectária.”

“O Hezbollah está sendo falsamente acusado de todos os problemas libaneses, por causa da participação na guerra síria” – disse Sua Eminência. – “O Hezbollah manterá sua participação na guerra síria, apesar de todas as essas acusações.”  O secretário-geral do Hezbollah conclamou o Movimento 14 de Março a parar de apostar no fim da guerra do Hezbollah na Síria. “O Hezbollah não tem qualquer objeção em revelar o número de seus mártires na Síria, e os que tentam atingir o Hezbollah com campanha de propaganda antagonista desrespeitam os mártires e suas famílias.”

“Nossos mártires nos honram. Nossos mártires são nossa dignidade” – repetiu  Sayyed Nasrallah. “O Hezbollah não comprometerá a resistência e a participação na guerra síria, pensando em obter poder no Líbano. Nossa guerra na Síria trava-se em seu próprio contexto estratégico e não visa a obter ganhos locais.”  Sayyed Nasrallah alertou contra as tentativas de algumas potências regionais, de atacar a segurança e a estabilidade libanesas, porque aquelas tentativas fracassarão. Todos os libaneses devem estar conscientes, para enfrentarem esse perigo takfiri.

Os assassinos do mártir Lakkis serão punidos

O secretário-geral do Hezbollah disse que Partido punirá, mais cedo ou mais tarde, os assassinos do mártir Lakkis, um dos que sacrificaram a vida pela resistência. “Os assassinos não estarão seguros, estejam onde estiverem.”  “Não revelaremos as realizações do mártir, porque estão diretamente relacionados aos segredos da resistência.”  Sayyed Nasrallah acrescentou que todas as evidências que o Hezbollah já reuniu apontam para o envolvimento do inimigo israelense naquele crime.

“O Hezbollah entende que esse assassinato vem no contexto da batalha básica que se trava contra o inimigo israelense.” Sayyed Nasrallah disse que o mártir Hassan Lakkis era homem de mente inovadora e brilhante. Disse que era seu amigo, há muito tempo. “Durante a guerra, o mártir Lakkis estava sempre no campo de batalha, onde foi comandante responsável e criativo. O máritr Hassan Lakkis, que era trabalhador incansável, sempre disposto ao sacrifício e homem de boas maneiras, teve imensa participação nas conquistas da resistência.”

“Não aconselho ninguém a formar qualquer governo ‘de fato’”

Sobre as questões políticas do Líbano, Sayyed Nasrallah conclamou à formação de um governo de unidade nacional, que será responsável por todos os libaneses.  Sobre as notícias que falam da formação de um governo ‘de fato’, Sayyed Nasrallah alertou: “Não aconselho ninguém a formar qualquer governo ‘de fato’.” O líder do Hezbollah entende que as eleições presidenciais serão grande oportunidade para que o povo libanês prove que é povo soberano, quando eleger livremente um novo presidente, na hora aprazada. “Nesse caso, dia 25 de maio não será só o Dia da Libertação e da Resistência, mas também dia da independência e da soberania verdadeiras.”  Todos os partidos políticos devem trabalhar para preencher o vácuo que se vê na posição do presidente, e o Hezbollah tem seu candidato forte, disse Sua Eminência.

“Devemos considerar a Declaração de Trípoli como anúncio de guerra?”

Para o secretário-geral do Hezbollah, a mudança de tom na Declaração de Trípoli é grave escalada na retórica política libanesa. Disse que entende que haja duas interpretações possíveis para aquela declaração. “A primeira, é que visa a cortar todas as vias de diálogo com o Hezbollah e iniciar uma guerra contra nós, e isso é clara conclamação para nos matar e nos excluir.”

“A segunda é que o Movimento 14 de Março quer enfraquecer o Hezbollah, mas está obrigado a respeitar seu próprio público que se comunica conosco, mesmo depois de eles nos terem acusado” – observou Sua Eminência. Pediu que o Movimento 14 de Março explique aquela declaração, que a esclareça, porque “o Hezbollah não visa a fazer guerra contra o 14 de Março, mas, exclusivamente, contra a entidade sionista.”  Sayyed Nasrallah falou ao Movimento 14 de Março, dizendo que o Hezbollah não tem planos de guerra, e não aceitará ser envolvido em guerra alguma. Sayyed Nasrallah conclamou os partidos a usar retórica política moderada.

Sobre os ataques terroristas contra o exército libanês, Sayyed Nasrallah disse que são mais perigosos que as outras explosões que atingiram o país, e que o Hezbollah não fez qualquer declaração oficial sobre os ataques, para não ser acusado de os estar explorando. Sayyed Nasrallah conclamou todos os partidos a proteger o exército libanês que protege o Estado, a segurança e a estabilidade no Líbano.

Tradução Vila Vudu.

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