Blefe ou “par de Rei”?

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Por Assad Frangieh.

Peixe morre pela boca. Pouco tempo atrás, o chefe da inteligência saudita Bandar Bin Sultan esteve no Kremlin barganhando a segurança dos jogos olímpicos de inverno de Soshi e outros atrativos financeiros para que Putin altere sua política no Oriente Médio, especificamente na Síria. Os noticiários anunciaram o encontro e as conversas. Nenhum órgão oficial saudita negou o conteúdo da reunião ou até o “tom” usado tanto por Putin como por Bandar.

O Saudita não estava blefando por duas razões: conhece aquilo que ele ajudou a criar e tem dinheiro suficiente para mostrar suas cartas. É difícil desconectar a responsabilidade, mesmo que seja indireta, dos órgãos sauditas nas explosões suicidas que atingiram Volgogrado. Ninguém esperaria uma “roda baiana” russa. Mas a resposta não se fez esperar. Os analistas atribuem à Putin que ele responderá à altura das ameaças e “prometeu represálias de tal envergadura que poderiam mudar toda a situação em Oriente Médio.”

A Rússia é um país de instituições e de grandes estrategistas. A afirmação do relatório final que investigou as explosões relata que o suicida esteve na Síria em grupo tutelado pela Arábia Saudita. A acusação é direta. Lutar contra o terrorismo e contra suas inúmeras cabeças, é uma opção sem volta. Somente arrancando a cabeça principal é que se vence o monstro. Ainda mais quando ela se mostra em Volgogrado.

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