Washington não quer Maliki no governo do Iraque

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Fonte AlManar Spanish

Tradução Oriente Mídia

Irã: Washington continua sua política ambivalente no Iraque

Irã: Washington continua sua política ambivalente no Iraque

Políticos norte-americanos, incluindo senadores, estimam que o premiê iraquiano, Nuri al-Maliki, deve deixar o cargo, afirmou esta quinta-feira o jornal The Wall Street Journal.

No presente momento, Maliki ganhou a maioria nas eleições parlamentares no Iraque e procura formar um novo governo.

No entanto, uma fonte dentro do governo dos EUA disse ao jornal que a Casa Branca não deseja ver o atual primeiro-ministro no novo governo iraquiano.

Pressões Sauditas

De acordo com o jornal, um número crescente de parlamentares norte-americanos e seus aliados árabes, especialmente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, estão pressionando a Casa Branca para que retire o seu apóio a Nuri al-Maliki.

Apoiado pela Arábia Saudita e alguns ex-comandantes do exército de Saddam Hussein (ver comentário de Oriente Mídia no final do texto sobre esta informação), o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, grupo takfiri tomou uma semana atrás, uma região que abrange a província iraquiana de Nínive, incluindo Mosul, sua capital e segunda maior cidade, assim como uma parte da província de Salahuddin.

Nas regiões ocupadas, os terroristas levaram a cabo execuções sumárias e obrigaram a milhares de pessoas a fugir de suas casas. Os takfiris também ameaçaram atacar Bagdá, mas suas tentativas de se aproximar da capital foram frustradas.

Maliki pediu à população que crie unidades de autodefesa, a fim de combater a ameaça terrorista e pediu a ajuda da comunidade internacional.

Irã: Washington continua sua política ambivalente no Iraque

Por sua parte, o vice-chanceler iraniano declarou que os EUA continuam a adotar as mesmas políticas ambivalentes que tem adotado na Síria.

Hossein Amir-Abdollahian disse em reação às declarações da ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, que as forças armadas iraquianas e a mobilização de sunitas, xiitas e curdos acabarão com o terrorismo no Iraque.

Clinton havia declarado pouco antes da crise atual no Iraque pode se espalhar para o Irã e a Turquia.

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Oriente Mídia esclarece que esta afirmação, de que há dirigentes do antigo regime do Sadam Hussein apoiando os jihadistas, é contestada por alguns analistas. No site da Rede Voltaire encontramos esta informação que merece muita atenção:

“Vários comentaristas afirmam que o avanço relâmpago dos jihadistas no Iraque foi facilitado por Ezzat Ibrahim al-Duri, personalidade importante do partido Baath. Na cultura iraquiana é impensável que um dirigente do Baath, portanto um líder laico, decida se vingar oferecendo seu apoio ativo a um grupo religioso sectário. Outro problema é que, em 2005, foi anunciado que al-Duri havia morto de leucemia, e não existem mesmo fotos de al-Duri após a data de sua suposta morte. Neste momento, al-Duri seria 72 anos.”

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