Um estado estrangeiro paga os salários dos funcionários de Gaza

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O  emirado do Catar deverá transferir 21 milhões de euros para pagar os salários dos funcionários de Gaza.

Os funcionários palestinianos residindo na Faixa de Gaza já não são pagos pela Autoridade Palestina há mais de seis meses, no seguimento da ruptura de relações entre o Presidente Mahmoud Abbas e o Hamas. De facto, embora sejam reconhecidos como um Estado único por vários membros da ONU, os territórios palestinos estão divididos em duas entidades políticas distintas.

Criado com a ajuda de Israel, o Hamas foi proclamado durante a «Primavera Árabe», «ramo palestiniano dos Irmãos Muçulmanos»; título ao qual renunciou mais tarde.

Muito embora o emirado do Catar seja teoricamente um Estado estrangeiro, é —com a Turquia— um dos dois protectores da confraria dos Irmãos Muçulmanos. Portanto, acha-se com direito a exercer o Poder em Gaza por intermédio do Hamas.

Uma primeira remessa de 15 milhões, em dinheiro, chegou dia 8 de Novembro de 2018 ao local. Foi entregue ao Hamas e não à Autoridade Palestiniana, embora seja ela a única autoridade legítima.

Tradução
Alva

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