Turquia recusa partido curdo sírio PYD nas negociações

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A Turquia opõe-se firmemente à presença dos curdos sírios do Partido da União Democrática (PYD) nas negociações de paz sobre a Síria que devem começar na sexta-feira em Genebra, disse hoje o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu.

 

Lusa MUNDO SÍRIA

Recusamos categoricamente que o PYD e as YPG (Unidades de Defesa do Povo, as milícias do PYD) que oprimem os curdos estejam sentados à volta da mesa”, declarou  perante os deputados do seu partido.

“Uma organização terrorista presente nas fileiras da oposição durante as discussões é do nosso ponto de vista inaceitável”, sublinhou.

A Turquia considera os dois movimentos como próximos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), responsável por uma insurgência armada contra Ancara desde 1984.

“O PYD que coopera com o regime (sírio) não pode representar o justo combate do povo sírio”, insistiu o chefe do governo turco.

As YPG constituem uma das “pontas de lança” da luta contra o grupo radical Estado Islâmico no solo sírio. Em 2015, os seus combatentes repeliram os ‘jihadistas’ de Kobani e depois de Tall Abyad, duas cidades sírias, e ocupam atualmente uma larga faixa do extremo norte do território sírio ao longo da fronteira com a Turquia.

No quadro da coligação militar anti-‘jiahadista’, os norte-americanos fornecem armas e assistência aos curdos da Síria.

O chefe da diplomacia russa, por seu turno, declarou hoje que as negociações em Genebra entre opositores e representantes do regime sírio não poderão “dar resultado” sem a participação do principal partido curdo sírio, o PYD.

Considerando que sem aquele partido “as negociações não poderão resultar (…) numa solução política definitiva” da guerra na Síria, Serguei Lavrov indicou, no entanto, que a Rússia não vetará as negociações sob a égide da ONU se o PYD não for convidado.

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