Síria do pós-guerra – Vitória tem ares de Socialismo Islâmico Iraniano

Share Button

34d9872e-c7cc-41f6-9036-e02ed804de236/7/2017, Ramin Mazaheri, The Vineyard of the Saker

Traduzido por Vila Vudu

A produção econômica da Rússia em 1921 – depois da 1ª Guerra Mundial e mais quatro anos de Guerra Civil (internacional) – foi reduzida a inacreditáveis 20%, se comparada à produção de 1913.

A Guerra Civil na Rússia foi realmente internacional, porque havia 14 exércitos estrangeiros operando em solo russo depois de 1917: os alemães ocuparam 25% do antigo território russo; os britânicos tomaram os campos de petróleo em torno de Baku e forneceram 1 milhão de armas para ajudar a contrarrevolução antissocialista; os japoneses instalaram-se na Sibéria; e por todos os cantos havia norte-americanos, canadenses, australianos, etc.

Essa impressionante combinação de destruição e intromissão estrangeira soa hoje provavelmente bem familiar aos que acompanham a situação na Síria.

E mesmo assim, a nova nação soviética precisou apenas de sete anos – sete! Até 1928 –, para alcançar os resultados econômicos que tivera em 1913.

O que interessa observar aqui nem é como conseguiram esses resultados – os prós e contras do socialismo, os méritos de Lênin e Trotsky, o ‘caráter nacional russo’, seja o que for –, mas o simples fato de que não só a guerra é evento lucrativo, mas, também, de que a reconstrução dá lucro.

Os sírios devem buscar inspiração nessa realidade, no esforço final para expulsar os terroristas para longe das fronteiras da Síria: as coisas melhorarão rapidamente tão logo a paz seja restaurada e sejam expulsos também os estrangeiros beligerantes destrutivos.

É ideia importante e agradável a contemplar: que formato terá uma Síria em reconstrução e reconstruída? Que sociedade o povo sírio escolherá para si, com vistas a continuar avançando?

A experiência da guerra, como o prova a história do século 20, leva a população a uma radicalização na direção do socialismo, no rumo oposto ao feudalismo/capitalismo.

Assim sendo, pode-se assumir que o povo sírio – tão logo restaure a própria soberania – exigirá firmemente e intensamente uma moderna democracia muçulmana. É pouco provável que o governo Assad suspenda o próprio processo de “radicalização” para mais e mais democracia, dado que já não terá de se preocupar com se manter no poder.

A frase acima soa surpreendente? Não é surpresa, e o raciocínio é simples: Assad e outros antes dele são resultado da vitória contra 2-3 gerações (no mínimo!) de invasores sanguinários. Se o governo Assad der ao povo sírio um programa pós-guerra no qual os sírios acreditem e aceitem, o governo Assad contará com apoio democrático do próprio povo ainda por décadas – e não importa o que o ‘ocidente’ faça para desacreditá-lo e derrubá-lo. Aconteceu exatamente assim no Irã, na República Popular Democrática da Coreia, na China, no Vietnã, em Cuba, etc.

Assad não será problema. E só há um meio pelo qual será possível impedir que o povo sírio escolha o próprio modelo de país para o pós-guerra: se o estado sírio perder a soberania e for desmembrado.

Obviamente, é o que Israel quer (para ficar com as colinas do Golan). Mas o que todo o ‘ocidente’ e Israel não querem é uma Síria unificada. Evidentemente estão todos muito satisfeitos com a Líbia já esquartejada e o Iraque em vias de ter o mesmo destino, com um Curdistão independente e o ‘projeto’ de ‘criar’ uma até hoje jamais vista “moderna divisão entre sunitas e xiitas”.

Contudo, deixemos de lado essas possibilidades que implicam fracasso, e examinemos o futuro de uma Síria soberana e pacificada.

Sem dúvida, os sírios rejeitarão o modelo ocidental

Não se trata de a Síria vir a se unir à União Europeia… nem os sírios se interessariam por isso, depois de ver o que a UE faz com países mais fracos como a Grécia.

Parece insano que a Síria venha algum dia a aceitar o que a França impôs ao Líbano, depois de tirá-lo da Síria: o chamado “modelo confessional”, no qual etnicidade e religião proíbem informalmente e formalmente tudo, de casamentos a empregos em alguns postos do serviço público fora da própria religião. Não é exagero classificar como “apartheid confessional” esse modelo baseado simultaneamente em religião e raça. Esse modelo que é historicamente artificial, imperialista e já ultrapassado, também é dito “secular”.

Mas, apesar de essa mentira já estar, na medida do possível, institucionalizada, é mentira tão grande quanto os prédios e instalações “separados mas iguais”, uns para brancos, outros para negros, nos EUA pós-Guerra Civil.

Esse apartheid confessional levou a tal desunião dentro de um mesmo país que o Líbano não teve forças para impedir uma longa ocupação por Israel, nem para alcançar unidade social, sequer para impedir que capitalistas bilionários saqueadores como o clã Hariri vendessem o Líbano para corporações ocidentais.

Claro que os sírios farão diferente. Ora bolas! Afinal, estamos examinando o pós-guerra, depois da vitória dos sírios!

Que forma de governo a Síria deve ter?

Para começar, com certeza não é meu serviço – que não sou jornalista ocidental típico – decidir pelo povo sírio se Assad permanece no governo, ou não. Seja quem for escolhido para governar, a Síria tem uma chance de começar do zero, e sugiro que examinem a história em busca de exemplos.

Muitos dos que conhecem o Irã dizem que o gênio da Revolução Francesa foi político; que o gênio da Revolução Russa foi econômico; e que o gênio da Revolução Iraniana foi moral. O específico gênio da Revolução Iraniana parece estar em ela admitir que a religião tenha papel ativo no governo.

Esse é um conceito radical, mas com certeza deu certo no caso do Irã, apesar de todos os esforços para sabotar o modelo. Se terá ou não o mesmo impacto que tiveram as duas outras grandes revoluções que o mundo conheceu, ainda não se sabe. Mas a Síria pode ser o primeiro país da região a incorporar muitos dos princípios da Revolução Islâmica Iraniana e, assim, servir como plataforma para muitos outros países.

Não há dúvidas de que a espantosa ausência de moralidade pública e privada nos governos ocidentais pró-capitalistas é visível para todos, inclusive para não muçulmanos. Copiar democracias ocidentais em 2017 é desejar viver sob estado de vigilância, em que o cidadão é legalmente espionado como se fosse inimigo; em estado que existe para proteger, não o cidadão, mas os banqueiros e respectivos acionistas.

Pessoalmente, não creio que ter um sacerdote católico como ministro do Comércio da Itália, por exemplo, faria algum mal a alguém. De fato, se fosse bom sacerdote, sacerdote sincero, certamente faria mais bem do que qualquer ministro corrupto laico. Não é pensamento frequente no ocidente, mas a única questão que interessa é: o eleitor sírio médio aprovaria esse arranjo?

Pergunto e respondo: muito provavelmente sim. No mínimo, uma moderna democracia muçulmana parece significar necessariamente que os eleitores devem poder escolher.

Mas há outra pergunta que não posso responder pela Síria, e que os sírios terão de responder por eles mesmos: quanta influência a religião terão no governo efetivo, real, da Síria?

Os mulás, lembro ao leitor, não têm status oficial no Irã: têm poder no caso dos mulás eleitos, ou que conquistem status intelectual relevante na sociedade. Em 2013, por exemplo, nosso atual presidente Hassan Rouhani foi eleito pela primeira vez, apesar de ser o único clérigo que concorria no primeiro turno das eleições!

A religião – e essa noção é realmente revolucionária – não é vista, obviamente, pelo povo iraniano, como alguma espécie de obstáculo à democracia, à modernidade ou à prosperidade.

Um estado sírio vitorioso moderno terá de ser parecido com o Irã

Muitos me acusarão de chauvinismo cultural por dizer isso, mas estou bem atento ao perigo: por favor, leiam até o fim e verão que estou imaginando o que o povo sírio deseja, não o que eu desejo.

É possível que os sírios escolham ficar com o atual Partido Ba’athist – o nome correto completo é “Partido Árabe Socialista Ba’ath” (nome correto e completo que ninguém jamais leu na mídia-empresa ocidental); significa que, no mínimo, rejeitam as divisões étnicas no estado, e o capitalismo.

Mas o modelo copiado do ocidente, secular, do Partido Árabe Socialista Ba’ath visivelmente não funcionou muito bem na Síria, sobretudo não, se se considera que nunca combateu contra o imperialismo. Fazer simplesmente reviver o Ba’athismo parece passo para trás, não para diante, o que não significa que não possa funcionar, mas, isso sim, que talvez não seja suficiente para o povo sírio no pós-guerra – um povo que cresceu e amadureceu na própria luta.

Se o Ba’athism está descartado, que outro modelo escolherão? Ora, a Síria é 90% muçulmana. – O Islã é importante para os sírios.

A ideia de que as tradições muçulmanas propostas como lei – prática que começou com o Profeta Maomé e foi regularmente mantida, alterada e atualizada até hoje – devam ser excluídas é anátema para o muçulmano médio e não sem razão. Muito me surpreenderia, isso sim, se os sírios votassem e aceitassem a Xaria [Sharia] Britânica (Common Law), a Xaria Romana (Lei Civil), a Xaria Hindu (Lei do Dharma) ou qualquer conjunto de tradições de outros povos.

Ao pôr as coisas em termos linguísticos mais precisos, assumimos que a Shariah (a Lei Islâmica) é a base do moderno governo da Síria e que podemos tocar a vida, OK? Exceto os ateus mais linha-dura, não há quem discorde disso.

Pôr a Lei Islâmica em formato democrático contemporâneo não é exclusividade do Irã, é claro, mas o Irã é o país que, atualmente, tem o modelo que melhor funciona: altas taxas de comparecimento dos eleitores às urnas, crescimento no índice de desenvolvimento humano, várias bases militares estrangeiras acolhidas no território iraniano –, o Irã está hoje no topo, ou bem próximo ao topo, em termos globais, em todas essas categorias desejáveis.

Assim sendo, se a Síria optar por governo não secular, baseado em tradições religiosas e históricas existentes, e combinadas com a democracia moderna, estará, na essência, repetindo a experiência iraniana. Não é irrealista prever que os sírios, como antes deles os iranianos, também desejem que a religião seja reconhecida como grande força política motivacional… sem que por isso tenham de desistir da unidade entre várias etnias, do anticapitalismo e do socialismo, como valores fundamentais.

O que mais haverá na Síria de parecido com o Irã?

Culturalmente, parece impossível para uma Síria moderna, reconstruída deixar de impor alguns controles sobre a imprensa, mas bem mais do que se vê no Irã. Há milhões de refugiados sírios, e o núcleo mais duro desses refugiados, os anti-Assad e pró-ocidente mais linhas-duras rapidamente se converterão em agentes de uma 5ª coluna. Não implica acusar em bloco todos os refugiados sírios: é simplesmente reconhecer um fato, que alguns deles trabalharão, sim, para minar o governo vitorioso na Síria, exatamente como já faziam antes de 2011.

Claro que a mídia estrangeira, que não passou privações durante a Guerra na Síria e dedicadamente trabalhou para ampliar o desastre, pôr-se-á imediatamente contra qualquer restrição. A ira nesse caso nascerá principalmente de impedimentos que haja contra as respectivas bilionárias mídia-empresas proprietárias e respectivos anunciantes, porque não terão garantias de monopólio no lucrativo esforço de reconstrução.

A nova Síria com certeza será anti-imperialista – e aí está outra semelhança com o Irã. Os dois países continuarão a se opor ao projeto sionista. E quem se oponha a ocupação estrangeira e à opressão…

… Com certeza a nova Síria será anticapitalista. Mais um traço semelhante ao modelo iraniano.

Pode-se sempre chamar de capitalista uma nação muçulmana, mas ela sempre será menos capitalista que as nações ocidentais. Talvez aconteça porque o Islã pareça muito mais inerentemente anticapitalista que o Catolicismo? Ou talvez porque a experiência capitalista no mundo muçulmano não recomende o capitalismo?

O que é certo é que só se for derrotada e perder parte de si mesma – só se a Síria for reduzida a fantoche “moderno” do ocidente, como aconteceu no Líbano –, a Síria aceitará tornar-se mais capitalista do que o seu antigo estado socialista Ba’athista.

O ocidente imporá bloqueios à Síria, mesma a uma Síria vitoriosa na guerra – como faz com todas as nações independentes. Assim sendo, o país precisará de um modelo para operar como economia sitiada. Também aqui cabe a lição do Irã, com sua “economia de resistência”.

A ajuda iraniana talvez seja a única maneira de uma Síria pacificada continuar em paz

Vitoriosa mas enfraquecida, a Síria precisará de aliados para evitar ser massacrada dentro das próprias fronteiras, e quem mais a ajudará na região, além do Irã?

Turquia, se se pensa na ajuda que dá a forças do Daech, continuará a ser desprezada pelos sírios por uma década, mais que isso, e com certeza enquanto Erdogan permanecer no poder. As monarquias do Golfo Persa opõem-se à democracia muçulmana moderna. Aliança com Israel? Se acontecer, será prova final de que a democracia síria foi derrotada. Aliança Egito-Síria à moda da República Árabe Unida de 1958-61 é absolutamente impossível, dada a postura antidemocrática de Morsi.

A UE jamais se aliará abertamente com algum governo pró-Assad, exceto em acordos comerciais e no business, porque isso é o capitalismo. A Rússia será obviamente aliada, mas num nível regional parece que só o Irã protegerá a retaguarda da Síria.

Assim como a Revolução Soviética nos anos 1920, que ficou para sempre limitada porque a Alemanha não proveu a indispensável assistência revolucionária material, a Síria enfrenta desafios gigantes, se confiar só em si mesma. Sim, o Irã conseguiu e a Revolução Iraniana prosperou mesmo sem qualquer apoio externo, mas o Irã e a Revolução Iraniana têm a vantagem de estar muito distantes das potências imperialistas e de serem donos de imensa riqueza em petróleo.

Além de oferecer um quadro ideológico consistente – não uma simples cópia – para o futuro da Síria, o Irã parece ser hoje o único aliado regional possível para a Síria recém-pacificada.

A riqueza e as capacidades da indústria iraniana operarão maravilhas para fazer reviver os resultados econômicos da Síria e devolvê-los aos níveis de antes da guerra. Se o Irã mantém-se como nação de caráter revolucionário – e mantém-se –, não buscará saquear e dominar, mas simplesmente partilhar a riqueza da reconstrução, sob modalidade que beneficie os dois lados.

A Síria, se seguir o modelo iraniano – como o Iraque, o Afeganistão e outros – pode tornar-se invencível. O país pode vir a ser, por todas as razões que listei, um primeiro convertido ao que se pode apresentar como Socialismo Islâmico.

Já demonstrei conclusivamente o traço socialista do governo do Irã, que se pode apresentar como “socialismo revolucionário + Islã”.

Se os EUA não estivessem massivamente implantados no Iraque e no Afeganistão, essas duas nações já se teriam provavelmente encaminhado na direção do Socialismo Islâmico Iraniano. Os laços e os intercâmbios culturais entre os três países são muitos, e não há motivo pelo qual Iraque e Afeganistão não se interessem por acompanhar o modelo do Irã, tão bem-sucedido, em tão alto nível.

Assim sendo, pode-se esperar, em termos históricos, que a Síria venha a ser seduzida pelo Socialismo Islâmico Iraniano. Ajudar a Síria daria prova da boa fé dos iranianos, porque seria movimento sobretudo revolucionário, no sentido de que não seria pôr os próprios interesses nacionais do Irã acima dos interesses socialistas islâmicos revolucionários, uma vez que a Síria não é vizinha próxima do Irã.

Uma Síria reconstruída seria um primeiro grande passo numa verdadeira mudança em todo o mundo muçulmano, mudança mais ampla que apenas a independência frente ao Império e à intervenção imperial, embora esse ainda seja o indispensável primeiro passo a ser cumprido por todas as nações da região, exceto Irã e Turquia (e Síria). A aproximação entre Síria e Irã pode vir a inspirar populações locais, para que ativamente cuidem de expulsar os norte-americanos, do Iraque e do Afeganistão. Dois viram três, três viram quatro, e assim o Oriente Médio poderia se auto-reconstruir. Teríamos uma verdadeira “Primavera Árabe”.

A ideia de que “dois não virarão três”, porque haveria uma cisão insuperável entre sunitas e xiitas é argumento que nenhum muçulmano jamais levará a sério e só não muçulmanos ainda consideram. Não tenho palavras para explicar o quanto essa conversa é absoluta, pura propaganda imperialista.

Socialismo revolucionário + religião tem apelo global

Se a Síria ativamente abraçar o modelo, estará provado que a Revolução Iraniana pode figurar ao lado da Revolução Francesa e da Revolução Russa.

Por que a ideia de construir-se governo moral assusta tanto, tanta gente? Os povos que no século 16 viviam das minas de prata do Peru foram mais agredidos pelo catolicismo, ou pelo capitalismo? O verdadeiro carrasco foi o capitalismo, é óbvio.

Religião e governo vivem entretecidos na história da humanidade pode-se dizer, desde sempre: a ideia do secularismo bem pode ser a verdadeira aberração, algo que foi tentado, mas não deu certo. Não é exatamente o que tantos dizem do comunismo?

Alguém duvida de que essa forma já mostra seu poder de arregimentação na América Latina? Só por ignorância e incompreensão, o confucionismo chinês, culto ancestral de uma genuína cosmologia metafísica – não aparece classificado entre as grandes religiões da humanidade.

A Síria adotar o modelo da revolução iraniana significaria que os sírios integram-se a um movimento revolucionário, a uma revolução no universo do Oriente Médio –, mas essa é decisão que compete exclusivamente ao povo e ao governo da Síria.

Mas com certeza não é delírio, nem é sonhar de olhos abertos dizer que exportar a Revolução Iraniana – exportação sempre condicionada aos projetos democráticos locais que haja, é claro – pode levar à independência e à prosperidade em escala jamais vista há mais de 200 anos, no mundo muçulmano.
*****
Levar independência e prosperidade para dentro do mundo muçulmano é precisamente o motivo pelo qual monarquias árabes, Israel e o ‘ocidente’ tanto temem o Irã: porque o país funciona, porque faz sentido e porque ali se encontra democracia radicalizada.

Nenhuma das alternativas ao modelo iraniano que há no mundo muçulmano funcionam hoje tão bem quanto o Irã. Mas com ajuda de russos e iranianos contra os invasores e ocupantes que para lá acorrem de todo o mundo, com certeza é possível ampliar a Revolução Socialista Islâmica.

Perfeitamente claro desde a Rússia de 1917 e também em outros pontos, é que jamais é suficiente conseguir a paz com invasores estrangeiros. A Síria precisa de um marco ideológico moderno, que bloqueie no país o despertar dos mesmos ódios – que podem ser despertados ‘de fora para dentro – e que levam a infindáveis guerras civis.

Síria que incorpore o Socialismo Islâmico Iraniano como marco ideológico estará trabalhando com ideologia conhecida e já testada e comprovadamente bem-sucedida. Seria uma garantia a favor da soberania nacional, rumo à construção de melhor modernidade para o povo sírio. Não é precisamente o que todos os povos livres do mundo desejam para a Síria?

Share Button

Deixar um comentário