Rússia na Síria- Sucesso militar leva a boa e ativa diplomacia

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21/11/2017, Moon of Alabama

Em setembro de 2015, o ‘ocidente’ preparou-se para agressão militar aberta contra a Síria. O objetivo alegado seria combater o ISIS e deter o fluxo de migrantes para dentro da Europa. O objetivo real era “mudar o regime”. Mas a Rússia entrou em cena e despachou sua cavalaria para salvar a Síria:

EUA, Grã-Bretanha, França e outros anunciaram que entrarão em céus sírios para “combater o terror” do Estado Islâmico. A Rússia dirá o mesmo para justificar sua presença em operações aéreas, decolando de Latakia. Só pela própria presença, os russos garantirão que ninguém por ali use capacidades para finalidades nefandas. Além disso, a inteligência que os quadros aéreos russos podem fornecer será útil aos sírios nas operações em solo.

O governo Obama foi colhido de surpresa pelos movimentos dos russos e iranianos. Absolutamente não tinha o que fazer contra eles. O governo e o comentariato nos EUA, tentando ocultar essa impotência, inventou ‘previsões’ pelas quais a campanha russa seria rematado fracasso.

Obama em pessoa liderou a matilha:

“A tentativa de Rússia e Irã de defender Assad e tentar pacificar a população só vai empurrá-los para um pântano de onde não conseguirão sair e não vai funcionar” – disse Obama numa conferência com a imprensa na Casa Branca na 6ª-feira…”

Para que ninguém esqueça e o leitor divirta-se um pouco, aí vai uma lista incompleta de ‘análises’ e tolices jornalísticas publicadas e que ‘provaram’ o “fracasso da Rússia” (em ing.):

Em outubro de 2015, no auge do massacre pela propaganda, os presidentes de Rússia e Síria reuniram-se em Moscou. Foi encontro caloroso, indiferente aos esforços sem qualquer fundamento, pelo NY Times para pintar a reunião como “gelada“. Ali se definiram os planos para os esforços militares para retomar o controle sobre o país. E se fizeram grandes esforços e foram muito bem-sucedidos. O ‘pântano’ em que a Rússia afundaria na Síria logo se revelou Uma Campanha muito bem Planejada e Executada.

Os EUA fizeram tudo que puderam para impedir o progresso de sírios e russos naquela guerra. Mas, apesar dos ingentes esforços de Obama, a aliança síria conseguir recuperar o controle sobre Aleppo, Palmira, Deir Ezzor e grande parte do sudeste. As fronteiras com Líbano e Iraque foram reabertas e protegidas. A pressão russa converteu a Turquia. Negociaram-se cessar-fogo locais em mais de 2.500 cidades e vilarejos. O Estado Islâmico está derrotado. O exército sírio é outra vez força poderosa e plenamente equipada.

Ontem, o presidente sírio Bashar al Assad novamente se reuniu com o presidente Putin. Assad disse:

“Estou muito feliz com essa oportunidade de encontrá-lo agora, dois anos e várias semanas depois de a Rússia iniciar sua operação tão bem-sucedida.

Ao longo desse período, alcançamos grande sucesso seja no campo de combate seja pela via política. Muitas regiões na Síria foram liberadas dos terroristas, e os sírios que tiveram de fugir daquelas regiões podem afinal voltar para casa.”

Depois de várias horas de conversa, Putin apresentou Assad aos comandantes militares russos. O presidente russo disse:

“Como todos sabem, teremos uma reunião trilateral aqui em Sochi. Mas quero lembrar que, sem as forças armadas, sem os esforços dos senhores e o heroísmo de seus subordinados, não haveria condições para qualquer processo político. Esse objetivo foi alcançado graças às Forças Armadas da Rússia e aos amigos da Síria no campo de batalha. Muito obrigado por isso.”

Desde 1945, pode-se dizer, os militares norte-americanos não vencem guerra alguma. (Não. Grenada não conta.) A Rússia mostrou, na Síria, como se faz. A batalha pela Síria que sírios e russos e Hezbollah venceram deve ser objeto de estudo e reflexão para os especialistas “ocidentais”.

A reunião de ontem foi evento de lançamento da principal ação e campanha diplomática para decidir o fim da guerra. Hoje Putin falou pelo telefone com o presidente Trump dos EUA, como rei saudita e com o emir do Qatar. Amanhã se reúne com o presidente Rouhani do Irã e com o presidente Erdogan da Turquia. A determinação e a coragem dos sírios, que apoiaram o presidente Assad desde o primeiro momento; aliados confiáveis; e a competência militar dos russos mudaram o destino daquela guerra. A reunião em Sochi fixa os alicerces para uma paz duradoura.

Ainda há desafios restantes: a Al-Qaeda ainda controla o governorado de Idleb; Israel acoberta grupos jihadistas terroristas nas colinas do Golan; os EUA e seus agentes curdos tentam ainda fixar-se no nordeste da Síria. Ainda demorará um, dois anos e ainda haverá combates até que se superem essas questões. Mas as condições para resolver os problemas residuais estão já claramente construídas e instaladas. O trabalho diplomático, agora, de russos e sírios, encontrará soluções para muitos ou para praticamente todos os problemas ainda não resolvidos.

O comentariato dos EUA errou quando previu que a campanha militar russa fracassaria. E continuará a tentar semear dúvidas sobre o sucesso dos esforços diplomáticos dos russos. Tentará desqualificar os progressos dos sírios na direção de recuperar a plena soberania do povo sírio sobre o próprio território.

Já ninguém pode deixar-se engambelar por esses discursos mentirosos da opinião pública.

Traduzido por Vila Vudu

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