Rússia e Turquia concordam em plano de cessar-fogo em todo o país – Ancara

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Rússia e Turquia chegaram a um acordo sobre um plano que envolveria um cessar-fogo entre as forças governamentais sírias e os grupos da oposição armada em escala nacional, disse o chanceler da Turquia.


Fonte RT

Tradução Língua Geral

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O chanceler Mevlut Cavusoglu disse que os dois países chegaram a um consenso sobre a questão do cessar-fogo e até prepararam um texto do acordo de trégua a ser apresentado às partes beligerantes.

“Há dois textos prontos a respeito de uma solução na Síria. Um é sobre uma resolução política, e o outro é sobre um cessar-fogo. Eles podem ser implementados a qualquer momento” Cavusoglu disse aos jornalistas nos bastidores de uma cerimônia de premiação no palácio presidencial em Ancara, conforme citado pela agência Reuters.

Uma fonte da chancelaria russa também confirmou a existência do acordo a Gazeta.ru.

No entanto o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, recusou-se a comentar sobre o acordo supostamente alcançado por Moscou e Ancara. “Não posso responder a essa pergunta agora, não tenho informações suficientes neste momento,” ele disse, em resposta a uma pergunta sobre o acordo, como citado pela TASS.

No entanto, ele confirmou que Rússia e Turquia estão engajadas em um diálogo “permanente” em Astana sobre as possibilidades de conversações entre os várias partes do conflito sírio.

O plano de cessar-fogo tem sua implementação prevista para todas as áreas onde o Exército Sírio está mobilizado na luta contra a oposição armada e entrará em vigor já na meia-noite de quarta-feira, 28 de dezembro, (22:00 GMT), a agência de notícias do Estado turco Anadolu informou mais cedo, citando um funcionário não identificado do Estado turco.

O acordo não inclui organizações terroristas como a Al Nusra e o Estado Islâmico (IS, antigo ISIS/ISIL), que não fariam parte do negociação, diz Anadolu. Uma fonte próxima da chancelaria russa disse a Gazeta.ru que unidades da milícia curda conhecida como YPG também estão excluídas do cessar-fogo.

Se o cessar-fogo for implementado com sucesso e se for respeitado, as negociações entre o governo sírio e a oposição terão inicio na capital cazaque, Astana, no começo de 2017, a agência de notícias acrescentou.

As negociações não incluiriam os Estados Unidos e estão previstas para serem separadas das negociações mediadas pela ONU que foram realizadas em Genebra várias vezes mas falharam ao tentar alcançar resultados significativos.

Entretanto, um representante de uma das facções da oposição disse à Reuters que nenhum consenso sobre um cessar-fogo tinha sido alcançado com a oposição ainda. “Os detalhes do acordo de cessar-fogo ainda precisam ser apresentados oficialmente para as facções,” ele disse.

Um grupo de oposição sírio apoiado pelos sauditas disse que não sabia nada das negociações mas apoiou um cessar-fogo.

O enviado especial da ONU para a Síria Staffan de Mistura, saudou os esforços de Moscou, Ancara e Teerã para estabelecer um cessar-fogo em todo território sírio e iniciar um diálogo político significativo entre as várias partes do conflito sírio, a chancelaria russa disse em um comunicado.

Rússia, Irã e Turquia disseram na semana passada que estavam prontos para ajudar a mediar o acordo de paz depois de manterem conversações em Moscou, onde eles adotaram uma declaração definindo os princípios que qualquer acordo deveria cumprir.

A declaração foi aprovada pelos três países durante as negociações em Moscou no dia 20 de dezembro.

O chanceler russo Sergey Lavrov disse que Moscou, Teerã e Ancara produziram um documento que visa melhorar a situação na Síria devastada pela guerra. Estas medidas destinam-se a ajudar a concretizar “a retomada do processo político para pôr fim ao conflito sírio”, disse ele.

Nesse momento, Cavusoglu também mencionou a necessidade de implementar um cessar-fogo em todas as partes da Síria. “Hoje estamos falando de cessar-fogo e o cessar-fogo deve acontecer em toda a Síria”, disse ele, acrescentando que isto não deveria ser adotado aos ataques contra os grupos tais como Al-Nusra ou Estado Islâmico.

A declaração também foi aprovada pelos respectivos ministros da defesa. A aprovação da declaração ao nível dos ministros de relações exteriores (chancelarias) e defesa demonstra uma disposição de “atuarem como fiadores e resolverem conjuntamente as questões urgentes da crise síria”, o ministro da defesa russo Sergey Shoigu disse nessa altura, comentando sobre a questão.

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