“Rússia, China fartas da dita ‘hegemonia’ dos EUA”

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12/10/2017, Charles Bausman, Rússia Insider

Traduzido por Vila Vudu
Chineses são diplomatas extremamente cautelosos no serviço de evitar qualquer afirmativa duvidosa em seus pronunciamentos oficiais, motivo pelo qual se deve levar muito a sério o que adiante se lê.

Há algumas semanas, o Global Times, versão em inglês do Diário do Povo [orig. People’s Daily], espécie de versão chinesa de RT ou Sputnik russos, pronunciou-se com absoluta clareza, num editorial no qual fazia o balanço da visita de Putin.

Ali se lia que “os EUA são a principal fonte de riscos estratégicos globais” –, dada a incansável pressão militar que os EUA vivem de fazer contra Rússia e China, forçando os dois países a responder.

O editorial explica o que é ofuscantemente óbvio para qualquer calouro de primeiro ano de ciências políticas: “Os EUA não conseguem derrotar o dragão chinês e o urso russo ao mesmo tempo”. – Em seguida, o editorial diz que as duas potências estão “fartas” do comportamento dos norte-americanos.

O editorial prossegue, explicando que nem China nem Rússia querem confronto com os EUA, e em todos os casos preferem relações diplomáticas amigáveis, mas os EUA estão tornando isso impossível. Leia o editorial, aqui.

Famoso bispo russo disse certa vez que “O diabo é esperto e ardiloso, – mas também muito estúpido”. É o que parece explicar o comportamento do estado profundo dos EUA, que arquitetou a trama macabra que resultou em unir Rússia e China contra os EUA.

Essa estupidez tem aparecido bem à vista ultimamente – perderam uma eleição em que investiram até o último vintém de seu vastíssimo poder burocrático e de controle sobre a imprensa; perderam o Oriente Médio, no movimento de apoiar o terrorismo do ISIS e ser apanhado nessa atividade criminosa; encenaram o golpe ridículo que chamam de Russiagate e o meme explodiu-lhes na cara, afastando deles a maioria dos norte-americanos e alemães, com esse incansável matraquear que adequadamente se conhece como “noticiário falso”, com o que perderam completamente a confiança da opinião pública.

Hoje já não passa semana sem que sejam derrotados, expostos e ridicularizados cada vez mais, risadas que prosseguem ininterruptas já há um anos, desde o surgimento de Trump. É o que me rende um fiapo de esperanças, quanto a o que nos reserva o futuro.

Não há como não se espantar ante a autoimolação das ‘elites’ norte-americanas.

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