Realização de eleições são a prova da força do Estado Sírio 1

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Nesta segunda-feira 21 de abril, as autoridades sírias definiram a data das eleições presidenciais no país para o dia 3 de junho de 2014. A chamada foi anunciada na televisão estatal pelo presidente do Parlamento, Mohamed al Laham. A votação para sírios fora do país terá lugar no dia 28 de maio nas embaixadas e consulados da república árabe, acrescentou.

Na sessão da Assembléia Popular realizada nesta terça-feira, os deputados ressaltaram a necessidade da participação de todos os cidadãos sírios nas eleições presidenciais para “bloquear o caminho para os inimigos da Síria e de seus pensamentos obscurantistas”, destacando que a realização de eleições presidenciais -em sua data prevista- será “a prova da força do Estado sírio e sua capacidade de suportar e lidar com todos os desafios externos”.

Reações e críticas

A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), a principal aliança da oposição, rejeitou categoricamente a convocação a eleições. Países ocidentais e do Golfo Pérsico declararam que uma eleição no atual marco seria uma “paródia de democracia” e acrescentaram que esta poderia “minar as tentativas de negociar um acordo de paz”.

Segundo especialistas russos, vários países de Ocidente não reconheceram as eleições e haverá boicote por parte da oposição. Serguéi Serioguichev, da Universidade Russa de Humanidades, disse ao canal russo Nóvosti ,que acredita que a maioria da oposição síria não participará das eleições presidenciais.”A participação da oposição nas eleições seria uma prova indireta de sua legitimidade, o que é inaceitável para a maioria dos adversários”, afirmou Serguéi, que acrescentou que é impossível que a oposição síria consiga apresentar um candidato. “Eles não conseguiram sequer formar um orgão que os represente, é improvável que consigam escolher um candidato”, disse o especialista.

Cargo é uma ferramenta e não uma meta, disse Bashar Al -Assad

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O presidente sírio, Bashar Assad, reafirmou no passado domingo, a possibilidade de buscar a reeleição na disputa eleitoral de junho. ” Eu não vejo nenhuma razão para não ( …) Se a opinião pública é a favor da minha candidatura, eu não hesitarei um momento “, disse Assad em entrevista à agência France Presse.

O presidente sírio, assumiu o cargo depois de um referendo acontecido em 2000, após a morte de seu pai, Hafez Assad, e foi reeleito em 2007. Em abril de 2013, o próprio Assad declarou em uma entrevista com a cadeia síria Al Ihbaria, que estava disposto a deixar o cargo se o povo decidir.

“O cargo de presidente para mim é uma ferramenta, não uma meta. A presidência não é o mais importante, tudo será como decidido pelo povo”, disse na ocasião.

Nova lei eleitoral

Em março passado, o parlamento sírio aprovou uma nova lei eleitoral, foram autorizados a participar nas eleições vários candidatos presidenciais que devem apresentar suas candidaturas para os 250 legisladores e receber o apoio de ao menos 35 deles.

De acordo com o regulamentos, os candidatos devem ter mais de 40 anos e ter vivido os últimos dez na Síria. Eles não podem ter a nacionalidade de outro país.

Fontes RIA Novosti, Sana e Al- Ahed Notícias

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Um comentário sobre “Realização de eleições são a prova da força do Estado Sírio

  1. Responder Amer maio 12,2014 12:58

    http://www.orientemidia.org/eleicoes-em-tempo-de-guerra-civil/

    Eleição não pode ser chamada, Mas ditadura Sim e saiba que o resoltado sempre passo 99,9%. Assim a eleição nas ditaduras. sete milhão de refugiados e fala em eleição. se a ONU não consegue andar nas ruas para fiscalizar armas quimicas Imagena elitor.

    e por favor não fala de força de estado porque este força não entrou em homs dorante 700 dias de cerco com todo apoio que teve. isso não se chama de força.

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