Presidente Bashar al-Assad da Síria: “A guerra foi entre os sírios e o terrorismo. Os sírios triunfamos juntos, não uns sírios contra outros.”

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17/2/2019, Presidente da República Árabe Síria, Bashar al-Assad, em Damasco, em reunião com os líderes recém eleitos dos Conselhos Locais de todas as províncias (Agência SANA).

Disse o Presidente al-Assad:

– “Estudos lançados durante a guerra contra a Síria por centros de pesquisa nos países que apoiam o terrorismo, e declarações de funcionários daqueles países, deixam ver que as políticas daqueles países contra a Síria apoiam-se sobre dois pilares: o apoio ao terrorismo, que é pilar temporário; e aplicar um tipo de descentralização diferente do que propõe a lei 107; a descentralização que enfraquece e marginaliza a autoridade do Estado, assim debilitando a soberania e a coesão nacional e o nacionalismo, o que pode levar à divisão social e, afinal, à divisão do território.”

– Os que perseguem esses planos são limitados no modo de pensar, porque seus objetivos não podem ser alcançados sem efetiva divisão social na Síria, o que jamais aconteceu, ou a Síria já teria sido dividida logo nos primeiros anos, ou mesmo meses, da guerra.

“Mas nossos inimigos não aprendem com seus erros, e talvez seja até bom que não aprendam, porque assim continuam a repetir os mesmos erros” (…) “Há duas verdades que nunca mudam: a conspiração para tomar o controle não só da Síria, mas de todo o mundo, conduzida por Estados liderados pelos EUA; e o desejo de resistir do povo sírio, que permanece firme e cada vez mais firme e fundamente enraizado.”

O Presidente al-Assad também disse hoje que:

– o terrorismo vem sofrendo derrotas numa área após outra, e a segurança está sendo restaurada para milhões de sírios em áreas liberadas, e acrescentou que:

“A cada polegada de território libertado, há um inimigo derrotado, e com cada polegada saneada, há um agente, um traidor e um mercenário, que se põe a protestar. Reclamam contra o quê? Pelo que se vê, reclamam porque foram traídos pelos próprios patrocinadores.” [Digo a esses que:]

“Desde o início, vocês puseram à venda vocês mesmos e a pátria síria. Poder-se-ia dizer que ofereceram também os próprios princípios, mas não faria sentido, porque vocês não têm princípios. Puseram-se pessoalmente à venda, e puseram à venda a pátria – e naquele momento havia mercado para esses produtos – e foram pagos lindamente e foram comparados, mas em seguida os novos proprietários de vocês os dispensaram, e apesar de todas as cirurgias plásticas e upgrading e reformas, nem assim conseguiram cumprir a própria tarefa. Foi quando os proprietários de vocês decidiram acabar com o estoque de traidores contratados e os ofereceram à venda no mercado internacional de escravos, a preço baixo. Não houve interessados. Agora, o mais provável é que vocês sejam dados grátis, e que nem assim encontrem compradores. Talvez os traidores tenham de pagar algum dinheiro para que os levem daqui…”.

“Problema é que vocês se venderam sem incluir a pátria, porque a pátria tem donos legítimos. A Síria não é propriedade de ladrões. A pátria inclui um povo para o qual a pátria é a alma; se a pátria morresse, morreria o povo. Mas para os vendilhões, a pátria não passa de mais uma mercadoria que poderiam substituir, se a entregassem para receber a paga. Mas pátria é a nossa própria alma. É uma força que os ladrões não compreendem. A pátria é sagrada. Mais palavras que vocês absolutamente não compreendem, porque vocês não passam de mercadores pervertidos, que só sabem de humilhações e desgraça. Você não merecem coisa alguma além de desprezo e desdém.”

Sua Excelência o Presidente Assad da Síria continuou:

– “Mas mesmo depois de todos esses anos, os que traíram a Síria ainda não aprenderam a verdade autoevidente, de que o único agente capaz de atribuir valores é o povo real. E há um povo fictício inventado na imaginação doentia dos traidores, povo fictício, povo inexistente. E o único caminho para alcançar o povo verdadeiro impõe honestidade e clareza, não admite traição e hipocrisia, nem é acessível a estados estrangeiros que só contam com os próprios espiões e agências de inteligência.” (…)

“A única saída efetiva para esses indivíduos é a reconciliação; que entreguem as armas, que reexaminem os próprios pecados. E o generoso povo sírio perdoará os que se arrependam honestamente, porque todo o povo sírio tem olhos postos no futuro.”

O Presidente Assad disse também que:

– “Nações e países são construídos e fortalecem-se com a experiência e com o que aprendem da história. A Síria será sempre mais forte e melhor, porque perseverou e enfrentou a guerra com bravura e entusiasmo. As Forças Armadas são a instituição que expressou a força da Síria, a qual, com ajuda de aliados e amigos, derrotou o terrorismo – uma vitória que não teria sido possível sem o apoio popular em grande escala.”

O Presidente disse também:

– Embora alguns interpretem apoio popular em grande escala como o apoio da maioria que só teria acontecido em áreas controladas pelo estado, a verdade é que também houve muitos apoiadores nas áreas em que os terroristas estavam ativos e das quais não puderam sair por medo de serem assassinados.

– A vontade política unificada de toda a sociedade síria refutou a narrativa dos inimigos que tentaram de tudo para mascarar o que acontecia na Síria, e inventaram que haveria aqui alguma guerra civil e confronto religioso ou sectário ou entre grupos étnicos.

O Presidente acrescentou que:

“Hoje e para o futuro, temos de compreender com clareza que a guerra aconteceu entre dois campos: de um lado os sírios, de outro os terroristas. Os sírios vencemos juntos, não uns contra outros, e derrotamos o terrorismo, sem considerar a nacionalidade do terrorista.”

Sua Excelência acrescentou que constatar que alguns sírios estiveram envolvidos com traição e terrorismo não implica que esses poucos sejam representantes da sociedade síria. Na verdade, representam o lado obscuro e sinistro de qualquer sociedade, gerado pela falta de valores e princípios e pela amoralidade, que produz crime, extremismo e corrupção, e leva a apagar até o amor à pátria. Esse quadro é explorado pelo inimigo interno e externo, para fragmentar o país.

“Os sírios muito sofreram durante a guerra e parte desse sofrimento foi o deslocamento de milhões de sírios para longe do país. O Estado muito lutou para diminuir o sofrimento dos sírios deslocados internos e para facilitar o retorno dos refugiados. Mas alguns estados estão dificultando esse retorno.”

O Presidente Assad observou que:

“A questão dos refugiados já estava posta um ano antes da guerra, quando países vizinhos construíram campos de concentração, com o objetivo de criar sofrimento para as populações e atrair condenações de outros países, contra o Estado sírio, que estaria usando refugiados. O objetivo aí seria pôr a opinião pública internacional contra a Síria e conseguir impor sanções ainda mais agressivas, sem considerar se tais sanções fossem legais ou ilegais, nos termos da lei internacional.

O Presidente observou que

– A questão dos refugiados converteu-se em fonte de corrupção explorada pelos países que apoiam o terrorismo e funcionários de ONGs e fundações que, mentindo que estariam enviando ajuda humanitárias para as áreas em guerra, enviavam terroristas para aquelas áreas; e explorada também por funcionários de outros países onde havia refugiados.

– Resolver a questão dos refugiados significa que todos esses grupos agentes de corrupção perderão os pretextos políticos de que se servem, e correspondentes benefícios financeiros – únicos motivos pelos quais insistem em manter viva a questão dos refugiados – e motivos também pelos quais funcionários europeus e dos EUA fazem declarações tão impensadas, opondo-se abertamente à volta dos refugiados pelos pretextos mais idiotas e inverossímeis, insistindo em tentativas repetidas de convencer refugiados e expatriados sírios de que seriam procurados pela polícia e presos, se pisarem na Síria. Ante esse tipo de desinformação, muitos ainda temem voltar à Síria.

O Presidente al-Assad disse que nos últimos anos, dezenas de milhares de refugiados voltaram à Síria e se reinstalaram nas respectivas áreas natais, já então livres de terroristas. Reiterou que não se pode permitir que os patrocinadores do terrorismo continuem a explorar, para seus jogos políticos, o sofrimento dos refugiados.

– “Como já disse, aqui repito a todos que deixaram a Síria por causa do terrorismo, que voltem e cumpram seus deveres de cidadania e contribuam para reconstruir a pátria” – disse o Presidente al-Assad.

“Ainda há alguns que se deixam enganar por tramas de divisão criadas pelos inimigos da Síria que procuram criar uma divisão social que possa levar à rápida divisão do território. Essas pessoas ajudaram a promover conceitos destrutivos sem o saber e com boas intenções, mas esses conceitos realmente resultaram em divisão social em relação a uma série de questões; alguns desses conceitos foram criados localmente; outros foram promovidos do exterior, pelas mídias sociais.”

Para o Presidente al-Assad,

“O diálogo é necessário, mas há uma diferença entre as propostas que criam diálogo e outras que criam divisão, e devemos nos concentrar nos denominadores comuns.”

Assad apontou para as recentes discussões na sociedade síria a respeito da recente crise relacionada ao gás de cozinha e outros materiais, começando por enfatizar três pontos óbvios:

1) as queixas que foram ouvidas expressaram sofrimento real que não foi fabricado ou exagerado e afetou a maioria dos sírios;

2) a crítica é necessária quando há falhas, mas deve ser objetiva; e

3) o diálogo deve ser produtivo e baseado em fatos, não em emoções.

“Só esse tipo de diálogo nos permite distinguir os que têm problemas reais e os que são oportunistas e procuram recolher o máximo de aplausos, admiração ou gostos nas redes sociais; distinguir os problemas reais que temos na Síria e os problemas que se compram e vendem no estrangeiro.

O Presidente al-Assad disse que não visa a atacar oportunistas, inimigos, ou redes sociais, nem tenta negar deficiências, corrupção, ou o bloqueio. Mas todos esses problemas são por vezes agrupados e tratados como um único problema, apesar de cada um ter causas diferentes e exigir abordagens específicas, ainda que paralelas.

“Há pessoas de fora do país que exageram pequenos problemas ou minimizam grandes problemas para desviar a atenção; ou mesmo criam pequenos problemas marginais para nos distrair, para misturar as causas dos problemas, às vezes descrevendo a corrupção como negligência, ou a negligência é atribuída ao bloqueio, ou os corruptos são pintados como vítimas.

(…) Tudo isso gera o risco de não se verem os detalhes, o que leva a enfrentar os problemas de forma errada, “atacando moinhos de vento”. Daí só resultam mais tensão e mais frustração, o que facilita que se venda qualquer ideia. Não devemos pensar que a guerra acabou como aconteceu no ano passado – instrução dirigida tanto a cidadãos como a funcionários públicos.”

Quatro guerras

“Estamos travando quatro guerras: a primeira é uma guerra militar; a segunda é o bloqueio; a terceira é guerreada pela internet e redes sociais; e a quarta é a guerra lançada por pessoas corruptas cujos interesses são afetados e, portanto, tentam fazer-se passar por vítimas, para mais bem atender os seus interesses pessoais.”

Al-Assad lembrou que discutir estas quatro guerras não é tentativa de justificar deficiências. Uma das deficiências mais graves foi observada recentemente em relação à escassez de botijões de gás, efeito da falta de transparência nas instituições envolvidas. Sem informação os cidadãos não podem ser objetivos nas críticas nem podem discernir informações falsas. A falta de informação correta nos obriga a sempre procurar confirmação de qualquer informação que nos seja oferecida.

– “Atualmente estamos enfrentando a quarta geração de guerras na internet, que se baseia na difusão de desinformação através de páginas ou sites que assumem identidades nacionais ou afirmam representar uma aldeia, cidade ou bairro local, quando já se sabe que são pessoas instaladas no exterior, dedicadas a disseminar desinformação sobre a situação de segurança, como rumores de sequestro e assalto, ou falsificam taxas de câmbio e divulgam histórias sobre a economia que afetam a confiança dos cidadãos em seu país.”

O presidente al-Assad ressaltou que a situação atual exige muita cautela. Dado que os inimigos da Síria fracassaram no apoio ao terrorismo e nas ações que tentaram por seus procuradores e agentes, aqueles inimigos procurarão criar o caos a partir de dentro da sociedade síria.

“Mas os que estão sofrendo não se podem dar o luxo de ouvir discursos retóricos: precisam de solução, como o paciente que vai ao médico em busca de alívio, não de manifestações de simpatia ou para conhecer o nome da própria doença.

As principais questões que têm de ser abordadas são o abastecimento, a luta contra os monopólios e os preços. E o principal desafio é o fornecimento de itens de que a população carece – o que por sua vez é afetado por três fatores:

– O principal dos quais é o bloqueio imposto à Síria. “O bloqueio é uma batalha em si mesmo. É batalha de ataque e retirada semelhante às batalhas militares” (…) “essa batalha envolveu sucessos e recuos, porque os inimigos da Síria continuam mudando seus métodos, e alguns bens são afetados por várias fatores.”

– O segundo elemento dessa questão é a distribuição dos produtos, que às vezes resulta em soluções parciais em algumas áreas, fazendo aumentar o problema em outras. “Nas condições atuais o mecanismo de distribuição precisa ser alterado para levar em conta fatores como população, indústria, agricultura e número de veículos.

– O terceiro elemento está relacionado às unidades administrativas a partir das províncias e unidades abaixo delas, onde há casos de corrupção, violação de outros direitos, egoísmo e fraude. Num país com população de mais de dez milhões, esses detalhes não podem ser gerenciados com abordagem centralizada; nesse ponto, cresce a importância da administração local.

“Temos leis” – disse o presidente al-Assad, – “mas nos faltam normas e mecanismos, e mesmo que existam, são fracos ou incorretos… Sem boas normas ou mecanismos não seremos capazes de resolver nenhum problema. Mais uma razão pela qual nosso diálogo tem de ser objetivo. Temos de ser práticos.”

“O sofrimento dos sírios é justificativa e a causa de termos de encontrar soluções, mas não pode ser motivo para que negligencie a verdade. E a verdade diz que há guerra, terrorismo e bloqueio. E diz também que falta moralidade e sobram egoísmo e corrupção. É verdade que parte desses fatos estão fora do nosso alcance. Parcialmente, sim, mas não totalmente. Por tudo isso, a reconstrução e reforma das mentes é o principal desafio, não a reconstrução da infraestrutura.”

O Presidente al-Assad observou que “a reconstrução começou logo nos primeiros dias da libertação da primeira área. E prosseguiu sempre, em cada nova área a que o Exército chegou. Já estão em curso planos de zoneamento para as áreas danificadas, tendo já sido feitos progressos em várias áreas em Damasco, Alepo e Homs.”

“Quando nossos inimigos começaram a guerra, eles sabiam que nos deixariam toda a infraestrutura destruída. Hoje já sabem que a reconstruiremos. Mesmo assim, o mais difícil é lidar com a estrutura intelectual destruída e destrutiva. Nisso, absolutamente não podemos falhar.”

O Presidente enfatizou que o futuro da Síria sempre foi e continuará a ser decidido exclusivamente pelos sírios, com os amigos que contribuem com conselhos e assistência. A ONU sempre será bem-vinda para desempenhar o papel que lhe compete, a partir da sua Carta baseada no princípio da soberania dos Estados.

O Presidente salientou que a Constituição não está sujeita a negociação. E que a Síria não permitirá que os Estados hostis alcancem nenhum dos seus objetivos servindo-se para os alcançar, de agentes sírios. “O chamado processo político, iniciado em 2012, nada conseguiu, porque os países hostis continuam a insistir nas agressões e na obstrução de qualquer processo especial, em todos os casos em que haja real possibilidade de avanço importante, como nos processos de Sochi e Astana.

O Presidente al-Assad disse que, quanto à formação da Comissão Constituinte, há um lado que representa o ponto de vista do governo sírio e do povo sírio que concorda com esse ponto de vista; o outro lado contudo não representa os sírios que não concordam com esse ponto de vista, mas representa o Estado turco.

Sua Excelência disse que

– “depois que os inimigos da Síria falharam em todos os estágios anteriores, eles passaram para a fase de envolver seu representante turco na área norte, que foi o que aconteceu em 2018. A “zona segura” a favor da qual a Turquia pressiona hoje é a mesma de que os turcos já falavam desde o primeiro ano da guerra. Naquele momento, os norte-americanos ordenaram que os turcos se calassem, porque então ainda contavam com terroristas para levar a cabo os seus planos. Mas depois da libertação de Alepo, Deir Ezzor, da área rural de Damasco e de Homs, de parte da área rural de Hama e da região sul em direção a Daraa, a situação ficou difícil para os norte-americanos, que só tinham Idleb e algumas áreas onde os grupos terroristas lutavam ‘por procuração’.” Por isso a Turquia tornou-se essencial para redistribuir as cartas.

“Independentemente destas conspirações, cada território ou centímetro da Síria será libertado, e quem interferir é inimigo da Síria, e qualquer força de ocupação será tratada como tal, vale dizer, como inimigo” – disse o presidente Bashar al-Assad da Síria.

“O problema” – disse o presidente al-Assad – “são ainda alguns sírios que desde o início trabalharam contra a Síria, com o Ocidente, EUA e a Turquia. Esses grupos criaram pretextos para que a Turquia interferisse, desde o início dos eventos, quando esses grupos ainda falavam de “liberdade, dignidade e democracia”. Mas depois se armaram, autodenominaram-se “Exército Livre”, e logo que puderam integraram-se à Frente al-Nusra; e quando apareceu o Daech, juntaram-se ao Daech; e, agora que os norte-americanos fingem que estariam combatendo contra o Daech, o tal “Exército Livre” e grupos assemelhados fingem também.”

“A questão hoje é: onde está a liberdade? Parece que a liberdade de que eles falam só brota entre os norte-americanos ou forças ocupantes de modo geral. E parece que dignidade, para eles, só existe quando é atropelada. E parece que democracia para eles é dar rédea solta aos estrangeiros. É o caso de perguntar a eles: Por que vocês agem como se fossem leões contra a Síria, e como um bando de gatos medrosos contra o ocupante?”

“Não contem com os norte-americanos para que protejam vocês… Vocês não passarão de item de troca, que eles entregarão na primeira ocasião. E eles já começaram a negociar. Se vocês não se prepararem para defender o próprio país, logo já serão escravos dos otomanos. Só o Estado Sírio pode protegê-los. Só o Exército Árabe Sírio defenderá vocês. Mas só os defenderá quando vocês se juntarem a ele e lutarem sob a sua bandeira.”

O Presidente al-Assad lembrou que “é chegada a hora de esses grupos decidirem como desejam ser julgados pela história: ou querem aparecer para o futuro como senhores em sua própria terra, ou como escravos e peões na mão dos ocupantes.”

“Como vocês já perceberam, não estou dando nomes a esses grupos. Mas logo os veremos, como sempre, por algumas horas ou talvez por alguns dias, a emitir declarações atacando esse discurso. Aí vocês rapidamente identificarão os grupos dos quais estou falando”.

O Presidente lembrou que em todas as famílias sírias há um mártir que sacrificou sua vida para que outras famílias pudessem viver, e há pessoas feridas e mutiladas, que se sacrificaram para proteger outros. O Estado Sírio e os cidadãos sírios têm deveres a cumprir com esses mártires, tem de apoiá-los em ações, não apenas em palavras.

“Não esqueceremos nossos cidadãos sequestrados, centenas dos quais foram libertados. Mas para cada exemplo de alegria pela libertação de um sequestrado, há a tristeza de uma família cujos entes queridos ainda não voltaram. Nunca deixaremos de trabalhar para libertá-los ou descobrir seu destino. E sempre que soubermos onde estão, não pouparemos esforço nem deixaremos passar qualquer oportunidade ou tática ou método para garantir que retornem ao convívio dos seus” – disse o presidente al-Assad.

Sua Excelência disse que, embora as eleições realizadas nas administrações locais sejam sinal de recuperação, a recuperação e a estabilidade totais só serão alcançadas pela eliminação de todos os terroristas até o último.

Presidente al-Assad concluiu exortando os chefes dos conselhos de administração local a mostrar dedicação e a trabalhar diligentemente para ganhar a confiança dos cidadãos, desejando-lhes sucesso no desempenho de novas funções.

Traduzido por Vila Mandinga

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