Para onde caminha o Egito? 1

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Por Lejeune Mirhan *.

O Egito não é só o maior país árabe. Ele tem importância geopolítica regional por estar entre dois mundos, o asiático e o africano. Nesse país fica o estratégico canal de Suez, por onde passa boa parte dos navios das grandes companhias de navegação marítima com mercadorias. Ele é banhado por dois estratégicos mares: o Mediterrâneo, meio árabe e meio europeu e o Mar Vermelho, o da lenda bíblica de Moisés. Parte desse país fica na desértica península do Sinai, ao lado do estreito de Ácaba, onde T. E. Lawrence, recentemente falecido, travou batalhas históricas para a derrota dos turcos em 1918 à serviço dos ingleses.

Quando Hosni Mubarak foi deposto em 11 de fevereiro de 2011, encerrava-se um ciclo de três presidentes militares que governaram o país por quase 60 anos! Senão vejamos. Com o golpe dos jovens oficiais liderados por Nasser em 1952, este vai assumir o poder dois anos depois e governa o país até sua morte em 1970. Depois disso, Anuar El Sadat assume e fica mais 11 anos no cargo, até 1981 quando é assassinado por essa mesma turma fundamentalista da Irmandade Muçulmana. Por fim, Mubarak assume daí em diante e fica mais 30 anos no cargo, com eleições de fachada e fraudulentas.

A revolução de 25 de janeiro é emblemática. Milhões foram para as ruas. O país passa a viver com democracia. Não ampla e plena, mas muito mais avançada que na era Mubarak e anteriores. O PC Egípcio é legalizado e dezenas de partidos surgem de um dia para o outro. Eleições são marcadas para maio e junho de 2011.

Vejam o resultados do 1º turno da eleição presidencial do Egito de 2012:

Partido da Liberdade e da Justiça – Mohamed Morsi – 5.764.952 – 24,78%

Independente – Ahmed Shafiq – 5.505.327 – 23,66%

Partido da Dignidade – Hamdeen Sabahi – 4.820.273 – 20,72%

Independente – Abdel Moneim Aboul Fotouh – 4.065.239 – 17,47%

Independente – Amr Moussa – 2.588.850 – 11,13%

Independente – Mohammad Salim Al-Awa – 235.374 – 1,01%

Outros – 285.501 – 1,22%

Totais – 23.265.516

Vejam que Shafic, candidato de Mubarak foi ao 2º turno por 2,94% dos votos totais ou 685.054 votos com relação ao candidato mais avançado e progressista, de centro-esquerda e nasserista, que é o Hamdeen Sabahi.

O segundo turno, ocorrido em 16 e 17 de junho de 2012 quase 50% dos eleitores inscritos – 51 milhões – sequer compareceram. Abstiveram-se de votar – o voto no Egito é facultativo – 24 milhões de eleitores. Os resultados, questionados amplamente, entre elas o intelectual comunista Samir Amin e tantos outros, Mohammed Morsi aparece com 13.230.131 votos ou 51,73% e o 2º colocado, Ahmed Shafic fica com 12.347.380 votos, ou 48,27%.

Nesse contexto, Mohammed Morsi toma posse em 30 de junho desse ano. Não ampliou absolutamente nem um centímetro a democracia ainda frágil do Egito. Ao contrário. Em novembro desse mesmo ano deu um golpe, fechou o judiciário e o parlamento. Impôs uma constituição praticamente islâmica ao país, acabando com a laicidade da sociedade e restringindo direitos, em especial das mulheres e atrasada do ponto de vista dos costumes (proibição de venda de bebidas).

Isso irritou, além da própria população, o exército e os militares em geral, cuja presença na sociedade egípcia é infinitamente maior do que no Brasil ou mesmo outros países ocidentais. Para termos um ideia disso: enquanto no brasil não chegamos a dois militares por mil habitantes, no Egito esse número chega a 15. A presença até econômica das forças armadas é imensa.

Aprendi na Universidade, para me tornar sociólogo e marxista, que não devemos analisar outras sociedades com o nosso metro, com o nosso padrão e com nossos valores. Enquanto aqui no Brasil há um forte e real preconceito contra as forças armadas que intervieram diversas vezes na história republicana na vida política do país, depondo presidentes democraticamente eleitos. O último período ditatorial que vivemos de 21 longos anos, os militares prenderam, torturaram, mataram, exilaram milhares de patriotas e democratas.

No Egito, Líbano e Síria o papel dos militares é diferente. Eles são queridos pela população. Na Síria, os soldados do exército nacional sírio hoje defendem o país dos ataques externos que o país enfrenta, financiados por potências estrangeiras e regionais. A mesma coisa no Líbano, ainda que seu exército seja menor, mas muito querido na população. Isso vale para o Egito, que travou pelo menos três guerras contra Israel.

A questão central a ser analisada é a doutrina dessas forças armadas. Aqui empresto conceito que achei interessante (vejam artigo em http://www.orientemidia.org/a-trincheira-dos-exercitos-libanes-sirio-e-egipcio/) no site que sou colaborador e que trata de Oriente Médio, escrito pelo analista político, militar e também médico, Dr. Assad Frangiéh, que nos afirma que as doutrinas de todas essas forças armadas, sem exceção, é serem contra Israel. Ora, isso é fundamental. Ainda que não se viva a chamada democracia ocidental como a conhecemos por aqui, mesmo com restrições às liberdades, os povos desses países gostam muito de seus exércitos.

 A queda de Morsi

A história já nos mostrou os trágicos resultados da era Morsi. E o desastre não foi só a islamização da sociedade, em graus muito mais avançados do que tem feito Erdogan na Turquia laica. Foi um desastre econômico e um retrocesso com relação ás liberdades políticas conquistadas. Uma volta ao passado. Até por isso, o Movimento Juvenil 6 de Abril, conhecido como Tamarod, iniciou uma ampla mobilização coletando assinaturas de 22 milhões de egípcios. Foram às ruas nos meses de maio e junho de 2013. No dia que Morsi completou exato um ano de seu governo desastroso, 30 milhões de egípcios foram às ruas. Em um país que tem 77 milhões de habitantes (um terço disso crianças). Ou seja, 39% da população foi às ruas (ou 58% da população adulta) clamar pela renúncia do presidente, cujo Partido, chamado da Liberdade e da Justiça (sic), insistia em seguir infernizando a vida do povo. Tais números foram atestados pelos vários satélites geoestacionários na região do Oriente Médio.

A gota d’água foi quando em maio Morsi assume a que veio: para servir ao imperialismo ele passou a apoiar abertamente os terroristas que atacam a Síria, tentando derrubar pelas armas o presidente legítimo, Dr. Bashar Al Assad. Isso foi considerado inaceitável na sociedade egípcia, cujo povo é amigo da Síria. Além do maior equívoco de interferir em um país árabe irmão, interferir nos assuntos internos de outro país, foi mexer logo com a grande Síria, o país milenar e líder regional da resistência anti-imperialista e antissionista. O país que mais apoia a causa palestina, o país que sempre enfrentou Israel e que sempre defendeu a unidade do povo árabe.

A Irmandade Muçulmana, de orientação sunita, em articulação com os sauditas, turcos e qatarinos, apoiados pelos Estados Unidos e Israel, tentaram, de todas as formas, conter o movimento popular árabe no sentido do avanço, de maiores conquistas, do direito dos palestinos terem seu Estado nacional em suas terras, pelo retorno dos refugiados, que Jerusalém seja a sua capital. Essa aliança sunita – esdrúxula – visa enfraquecer outro arco de alianças. Hoje, a vida vai mostrando a importância da unidade e unificação da luta anti-imperialista. Nesse sentido a aliança regional se estabelece entre o Irã, a Síria, o Iraque e a coligação “8 de Março” que governa o Líbano, cujo Partido de maior destaque é o Hezbolláh, ainda que religioso de orientação xiita, não defende a implantação no Líbano de um estado islâmico como no Irã. Agregam a esse arco de forças, sem que uma coligação tenha sido formalizada, os socialistas e comunistas, patriotas e democratas sinceros e os xiitas e sunitas que querem que os países árabes sejam laicos e não estados teocráticos. A laicidade do Egito é profundamente enraizada no povo.

O isolamento de Morsi era visível. Nesse sentido, no dia 30 de junho o atual chefe das forças armadas e Ministro da Defesa, Abdel Fatah Khalil Al Sisi deu um ultimato para que Morsi acatasse a vontade popular e renunciasse em três dias. Ele não o fez e foi afastado do poder. Falou-se em “golpe” de Estado. Tecnicamente isso pode estar até correto. No entanto, o povo foi para às ruas, na forma mais insurrecional que eu conheço, comparada apenas ao que vimos em fevereiro de 1979 no Irã (que comemorou 35 anos da sua revolução no dia 11/2), quando milhões clamavam a deposição do odiado Xá Reza Pahlevi.

Tenho identidade com um conjunto de análises que tenho lido sobre o “dedo externo”, em especial dos Estados Unidos, mas também da França e da Inglaterra, no incitamento, apoio e financiamento à derrubada de vários governos legítimos, eleitos democraticamente. Presenciamos o crescimento inclusive do fascismo, na Ucrânia, na Tailândia. Mesmo em nosso continente, vários países sul-americanos presenciamos protestos de ruas com “dedos externos”. Até no Brasil, com o movimento que prega a não realização da Copa do Mundo.

No entanto, estou em desacordo que isso valha para o Egito. As características são completamente distintas. Não há comparação com a quantidade de massas que ganharam as ruas no Cairo e nas maiores cidades egípcias com os gatos pingados que temos visto aqui, em Santa Cruz, Quito, Caracas, Kiev, Bancok. São direitistas, às vezes fascistas mesmo, mas são minorias. No Cairo são milhões de insurretos. Afinal, o desastre completo do Egito, na economia, na política e nos costumes deveriam esperar ainda três anos ou é justo que o povo tome em suas mãos o seu destino e coloque abaixo o regime reacionário de turno, ainda que tenha sido eleito?

O pronunciamento que vimos na TV estatal egípcia em 3 de julho foi impressionante. Ao lado do marechal de campo Abdul Sisi estavam nada menos do que o Papa Copta, o Sheik de Al Azhar (a universidade islâmica mais antiga da história e centro que emana o pensamento sunita para o mundo), e TODOS os Partido políticos, inclusive o que ficou logo atrás de Mursi, que é o salafista Al Nur (também eles fundamentalistas, que pregam que o Islã deve ser praticado como Maomé o fazia no século VII, cujos livros para eles bastam o Alcorão, a Sunna e a Sharia). Porque devemos chamar de “golpe” um movimento cívico-popular de milhões que reivindicam questões fundamentais?

Se uns falam em “golpe” contra Morsi, posso dizer que o ocorreu pode ter sido na verdade um contragolpe, pois golpe ele mesmo tinha dado em novembro de 2012 quando fechou o parlamento, o poder judiciário e suspendeu a constituição. A sua queda ou derrubada, eu entendo como afastamento, com base no movimento insurrecional popular.

As eleições antecipadas

Os militares não tomaram o poder no Egito, como nos golpes clássicos. Ao contrário. Garantiram a transferência do poder para o presidente da Suprema Corte Egípcia, Adly Mansour, um cristão copta. Isso ocorreu no mesmo dia 3 de julho. Deram um prazo de um ano para novas eleições ocorrerem, que, inicialmente estavam marcadas para julho, mas foram antecipadas para abril, antes das eleições parlamentares.

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Um dos primeiros atos do novo presidente foi suspender a constituição islâmica de Morsi, imposta ao povo. Uma nova foi votada e com votação expressiva de apoio, apesar do boicote da Irmandade. Em função do novo ordenamento jurídico-constitucional ser de assegurar a existência apenas de partidos laicos, não religiosos, a Irmandade Muçulmana, uma das mais anticomunistas organizações no mundo árabe foi posta na ilegalidade.

A organização que se diz islâmica passou a defender a realização de atentados terroristas em todas as cidades egípcias, principalmente no Cairo, a Capital, cujo turismo responde por boa parte da economia egípcia. Centenas de mortos começaram a surgir. O terrorismo virou uma ação de estado e incentivada e patrocinada pela Arábia Saudita abertamente e pelo Qatar, com simpatia da Turquia. Isso precisa ser combatido por todos os estados democráticos do mundo. E o que é pior: os Estados Unidos fazem alianças exatamente com os terroristas.

Passados as comemorações de rua dos três anos da queda de Mubarak em 11 de fevereiro passado, com milhões nas ruas, o povo clamou por eleições imediatas. Há uma insegurança da comunidade internacional com relação ao Egito que tem apenas um governo provisório e de transição. Isso lhe tira credibilidade até para ações de maior envergadura necessária para tirar o país da situação lamentável que Morsi o deixou.

Assim devemos interpretar porquê da convocação antecipada. Como diz o correspondente da Agência Xinhua no Egito, Mahmoud Fouly, com essas eleições, é como se o Egito enviasse um forte recado à comunidade internacional que seguirá o mapa do caminho, que é democrático, livre e soberano, com um Estado forte, democrático e civil.

Duas candidatura em dois campos

Ainda que não saibamos exatamente a data das eleições, é possível que elas aconteçam em abril ou maio. Mas, o mais importante é desde já fazermos uma análise das candidaturas postas, suas possibilidades e que campos elas representam na sociedade egípcia.

Eu diria hoje que o Egito está cindido em três partes de tamanhos distintos. Uma delas, dos seguidores da radical Irmandade Muçulmana, por força da nova constituição laica, está impedida de disputar eleições. Uma parte dos seus seguidores ainda mantém esperanças de que o ex-presidente seja reconduzido ao cargo de presidente do Egito. Ele se encontra preso no momento acusado de mais de dez crimes, mas isso não é objeto deste artigo. Algumas pesquisas tem indicado uma imensa perda de popularidade do PJL, Partido de Morsi. Alguns analistas arriscam que sua base social hoje restringiu-se a 10% ou menos ainda de apoio na sociedade.

Assim, restam dois outros blocos, esses sim fortes e devem colocar-se nas eleições com candidaturas viáveis. A principal delas, pelo menos a que reputo a mais competitiva e favorita, é do próprio marechal de campo (novo cargo que o general foi promovido), Abdul Fatah Khalil Al Sisi.

Esse militar – relativamente jovem, completará 60 anos em novembro – concluiu sua academia militar em 1977, ainda sob o governo do general Anuar El Sadat. Fez carreira burocrática. Não participou de nenhuma guerra com Israel (1948, 1967, 1956 e 1973). Ocupa o cargo de ministro da Defesa e chefe das forças armadas do Egito. Tem se mostrado extremamente popular, mas não tem carisma algum.

O campo que ele deve representar o que podemos chamar de stablishment e praticamente toda elite dominante o apoiará, bem como a estrutura popular e social da base do exército. Calcula-se que o exército detenha pelo menos 30% dos votos. Terá apoio dos cristãos coptas (até 15% da população), de parte significativa da mídia estatal e privada. Não há pesquisas disponíveis. É provável que os mubaraquistas não lancem candidatos e o apoiem. É o caso do Ahmad Shafic, último primeiro Ministro de Mubarak e que foi ao 2º turno com Morsi.

É provável que ele venha a obter o apoio do 2º maior partido egípcio, que é o Al Nur, salafista e de direita que até integrava o governo de Morsi, mas apoiou a sua substituição que foi, como já disse, uma espécie de unanimidade no país todo.

No outro campo, ainda em construção está o líder do movimento chamado Corrente Popular que é o poeta e jornalista Hamdeen Sabahi, que ficou em 3º lugar nas eleições de 2012. Ele é co-líder de uma coalização chamada Frente de Salvação Nacional, organização política integrada por 40 partidos e movimentos, entidades de massa. Comunistas e socialista dela participam, incluindo o tradicional Partido Comunista Egípcio, legalizado em fevereiro de 2011.

Hamdeen é antigo lutador. Também ele completará 60 anos em julho próximo. Presidiu o equivalente à UNE do Egito em 1977, mesmo ano que Sisi forma-se na Academia Militar. Seu blog pessoal informa que ele foi preso pelo 17 vezes na luta contra os governos militares de Sadat e Mubarak. Defende que a política externa egípcia tenha equilíbrio com os árabes e países vizinhos, com os africanos por causa do delta do Nilo e por fim com o os países islâmicos (47 ao todo). Jamais ele defenderia a ingerência interna em assuntos dos países vizinhos.

No campo das políticas econômicas, o candidato Hamdeen é mais progressista, defendendo maior presença estatal na economia, melhorias no desenvolvimento do país, dos trabalhadores. Tende a ter uma política externa independente e uma possível revisão do acordo com Israel mediado pelos EUA em 1979. Os palestinos teriam mais apoio, em especial na cidade de fronteira egípcia chamada Rafah. Morsi nunca abriu essa fronteira, com receio de retaliação por parte de Israel.

Hamdeen é crítico do modelo neoliberal e do capitalismo financeiro que está levando o Egito ao buraco. Discorda dos acordos draconianos assinados com o FMI. Propõe atender pelo menos parte das reivindicações dos sindicatos e centrais sindicais.

No campo econômico o marechal Sisi defende um sistema mais liberal na economia com menos intervenção do Estado, que deveria ser mínimo. É conservador em vários aspectos dos costumes e da moral. Defende políticas neoliberais, tal qual Mursi vinha aplicando que herdou de Mubarak. A impressão que se teve é que mesmo com a queda de Mubarak, nada havia mudado na economia do país.

No entanto, é preciso dizer que eles tem três pontos em comum, de meu ponto de vista: 1. São contra a islamização da sociedade, mesmo que de forma moderada como na Turquia; 2. São contra qualquer retrocesso na democracia do país e 3. Entendem que a Irmandade Muçulmana deve continuar banida da vida política do país por ser partido religioso e o país deve ser laico. Em resumo: não querem que o Egito retroceda, fique fora do curso da história.

Ainda é cedo para apontarmos quem vencerá e quantos outros candidatos concorrerão. Esses dois sessentões é quase certo que sairão e vão galvanizar e polarizar os debates e os embates. Nomes como Amr Moussa e Mohammed Baradei, ainda muito conhecidos não decidiram se sairão candidatos.

Está em jogo a mudança das relações com os Estados Unidos e a forte possibilidade de revisão de vários termos do tratado de paz com Israel. E eleição em país estratégico. A Rússia e China estão de olhos bem abertos.

Vamos acompanhar e voltaremos a esse tema mais adiante.

* Lejeune Mirhan é sociólogo, professor escritor e arabista. É colaborador do portal Vermelho, da Fundação Grabois e da Revista Sociologia da Editora Escala. Foi presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo (2007 a 2010) e da Federação Nacional dos Sociólogos (1996 a 2002). Recebe e-mail no endereço: lejeunemgxc@uol.com.br

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Um comentário sobre “Para onde caminha o Egito?

  1. Responder Assad Frangieh fev 12,2014 18:47

    Ótima descrição e análise do cenário egípcio. Alguns palpites: Abdel Moneim Aboul Fotouh que obteve 4 milhões disse que não será candidato, só vendo para acreditar… Omru Moussa está negociando com Sissi de olho no Ministério do Exterior do Egito… (afinal o Egito também tem seu “PMDB”)… Al-Baradei, o fujão, esse está aguardando as eleições para… síndico de seu prédio de três andares. Mesmo assim suas chances são mínimas. Uma ala da Irmandade Muçulmana vai tentar apoiar um dos candidatos, de olho na anistia…
    Como disse o artigo, muita coisa pode mudar até lá.
    Parabéns Lejeune.

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