O galo francês que virou papagaio 1

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Por Assad Frangieh.

A França assume novamente a comissão de frente na Guerra contra a Síria. Desde que Sarkosy assumiu o papel de porta-voz da intervenção na Síria incluindo a bandeira síria da época do colonialismo como símbolo de sua ofensiva até os atuais momentos de Hollande, a França vem colhendo suas derrotas diplomáticas demonstrando ser apenas um coadjuvante do cenário da política internacional. Ora sob a tutela do Qatar, ora sob a tutela da Arábia Saudita, recentemente fica disputando um lugar na foto ao lado de Obama e de seu parceiro Britânico Cameroon.

A França foi o único país europeu a abrir uma embaixada da coalizão da oposição síria, saiu na frente contra o embargo de armas aos grupos armados que lutam contra o Governo da Síria, elevou o tom da intervenção militar e ficou berrando depois que o Parlamento Britânico se esquivou da participação militar numa ofensiva contra a Síria. Informações de bastidores dizem que um grupo da Inteligência Francesa teve participação direta no apoio aos terroristas para uso de armas químicas em Al-Ghouta.

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Durante a cúpula do G20 em São Petersburg, Hollande manteve o apelo pela intervenção militar enquanto o acordo russo-americano era costurado na sala ao lado, ele era o último em saber. O desprezo dos Estados Unidos a seus aliados é tão certo quanto espionar suas instituições políticas, econômicas e certamente militares. Mesmo assim, seu Ministro do Exterior visitou Moscou apenas para posar frente à imprensa e chamar a atenção que ele existe.

Enfim mesmo ter retirado de sua resolução a intervenção na Síria sob o artigo sete que legitima o uso de força e mesmo sem denunciar ou condenar o Governo Síria, a França acabou alertada do veto russo apenas porque usou um tom de ameaçador. Assim, o galo francês reconhece que a resolução na ONU foi adiada para após os encontros de bastidores na Assembleia da ONU entre Kerry e Lavrov, talvez entre Obama e Rouhani e talvez para depois de um acordo global entre a Rússia e os Estados Unidos.

Um sujeito passava na rua e se deu de frente a uma casa onde eram expostos três papagaios. Por curiosidade perguntou o dono da loja qual era o preço do papagaio da direita. Mil reais, disse o dono da loja. O papagaio canta, assobia e aprende qualquer coisa rapidamente. – E o papagaio da esquerda? – Bom. Esse é cinco mil reais. Ele canta, assobia, dança e ainda faz piruetas. – Legal, disse o sujeito. – E o do meio quanto custa? – O do meio custa 10 mil reais e fica o dia inteiro parado e quieto. O sujeito inconformado perguntou então o dono da loja: se ele não faz nada, porque então vale os 10 mil reais? O dono respondeu: meu amigo, ele não faz nada, mas os outros dois papagaios o chamam de chefe!

Na política como na vida, os papagaios têm seus preços. Quanto está valendo o Hollande?

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Um comentário sobre “O galo francês que virou papagaio

  1. Responder Lejeune Mirhan set 27,2013 10:26

    Hollande hoje vale menos que o papagaio de mil reais…na verdade, não vale nada… traidor, ex-socialista…

    Lejeune

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