Jaafari: Ataque dos EUA contra o Exército Sirio foi ato de terrorismo

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O ataque contra o posto militar sírio, efetuado na quinta-feira (18) pela coalizão internacional liderada pelos EUA, foi um ato de “terrorismo governamental”, disse hoje o líder da delegação de Damasco nas negociações sírias em Genebra, Bashar Jaafari.

Fonte Sputnik

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Jaafari disse aos jornalistas em Genebra que ele havia abordado o assunto da “agressão” da parte norte-americana durante conversações com o mediador da ONU Staffan de Mistura.

“Nós discutimos o massacre que o agressor cometeu ontem em nosso país. Este assunto foi discutido em detalhe”, disse Jaafari. “O mais importante é que nossas ambições políticas são mais altas porque queremos nos focar no combate ao terrorismo representado por grupos armados e no terrorismo estatal e governamental realizado contra nosso país, inclusive a agressão norte-americana, francesa e britânica”.

Mais cedo na quinta-feira(19), o ministro da Defesa da Síria confirmou na televisão pública que o ataque aéreo levado a cabo pela coalizão internacional encabeçada pelos EUA na quinta-feira atingiu um dos postos do exército sírio perto da cidade de At Tanf.

O Ministério da Defesa sírio confirmou à TV estatal na sexta-feira (19) que o ataque aéreo levado a cabo na quinta-feira pela coalizão internacional liderada pelos EUA atingiu “um de nossos postos militares”, informou a agência Reuters.

“[Na quinta-feira], às 04h30 [horário local], a assim chamada coalizão atacou uma posição do exército sírio na estrada de Tanf, no deserto sírio, o que provocou vítimas e danos materiais”, afirma o ministério na declaração.

“Não pode haver justificação para o ataque da coalizão norte-americana contra as posições do exército sírio”, sublinhou o Ministério da Defesa, acrescentando que o ataque “mostra os verdadeiros objetivos” da coalizão.

Em 18 de maio, um responsável militar dos EUA disse à Sputnik que a coalizão liderada pelos EUA atingiu os combatentes aliados do presidente sírio Bashar Assad perto da cidade de Tanf, em uma das zonas de segurança estabelecidas com a Rússia.

Esta não foi a primeira vez que a coalizão liderada pelos EUA, intencional ou acidentalmente, atingiu o exército sírio. Na madrugada de 7 de abril, os Estados Unidos lançaram 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra a base militar síria em Shayrat localizada na distância de 40 km da cidade de Homs.

Além disso, em 17 de setembro de 2016, aeronaves da coalizão realizaram quatro ataques contra o exército sírio perto do aeroporto de Deir ez-Zor, matando 62 soldados e ferindo cerca de 100.

 Rússia acusa EUA de ataque ‘ilegítimo’ contra Síria

Os ataques dos EUA contra as forças pró-governamentais da Síria são ilegítimos e violam a soberania da Síria. Quem afirma é o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

“Seja qual for a razão para as decisões que o Comando dos EUA tomou para realizar o ataque, é ilegítimo, ilegal e uma grave violação regular da soberania da Síria”, disse Lavrov a repórteres nesta sexta-feira (19).

Segundo ele, Moscou acredita que o recente ataque da coalizão liderada pelos EUA contra as forças pró-governamentais da Síria representa o desejo de levar os oposicionistas e alguns extremistas a lutar contra o governo sírio.

No momento, Moscou está investigando os detalhes do recente ataque dos EUA contra as forças pró-governamentais da Síria.”Ainda estamos esclarecendo todos os detalhes, mas de acordo com alguns relatórios, várias dezenas de civis morreram como resultado do ataque. Repito, tudo isso precisa ser verificado”, disse Lavrov aos jornalistas.

O chanceler ainda destacou que a Rússia está alarmada porque a compreensão geral da necessidade de unir esforços contra terroristas começa a diminuir.

“Estamos muito preocupados que a compreensão geral da necessidade de unir os esforços de todos os que realmente se opõem aos terroristas do Daesh e da Frente al-Nusra por terra e ar esteja começando a diminuir”, concluiu Lavrov.

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