Oposição turca denuncia possível ataque de Erdogan contra a Siria com fins eleitorais

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Do Al Alam/ Tradução: Oriente Mídia

A oposição turca denunciou uma possível agressão militar turca contra Siria. O  líder do principal partido opositor, o Partido Republicano Popular (CHP), Kemal Kilicdaroglu, disse que o primer ministro turco, Recep Tayyib Erdogan, debilitado por escândalos de corrupção e que  recentemente proibiu a rede social Twitter no país, poderia ordenar operações militares contra a Síria na véspera das eleições municipais de 30 de Março.

Estas advertências parecem ter sido confirmadas pelo recente ataque turco, que causou a queda de um avião sírio no último domingo, além da ajuda turca aos terroristas que atacaram um posto de fronteira no noroeste da Siria.

A oposição denunciou que Erdogan tem agora interesse evidente em criar uma forte crise contra a Síria, em uma tentativa desesperada de evitar uma possível derrota eleitoral do seu partido, o AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento).

“Ele (Erdogan) poderia decidir inclusive enviar o exército à Siria antes das eleições”, disse Kilicdaroglu em entrevista concedia em 19 de março.  Ele denunciou que o exército turco estava en estado de alerta para uma operação no norte da Síria.

Kilicdaroglu, que citou nomes próximos a Erdogan, disse que Ankara estava preocupada sobre a posibilidade de um ataque a um mausoléu na província de Alepo, que se encontra a 30 km da fronteira turca.

Fontes turcas confirmaram que Erdogan ordenou à força aérea turca que vigie os arredores do Mausoléu de Suleiman Shah, um sábio Sufi que teria laços com a Turquia. Essa missão foi dada a dois F-16 que patrulham constantemente o local, violando o espaço aéreo sírio,  e que teriam ordens de repelir ataques tanto do exército sírio quanto da Al Qaeda ao local.

Em 20 de Março, Os meios de comunicações estatais turcos afirmaram que dois oficiais turcos morreram na província de Nidge, em um ataque do EIIS (Estado Islâmico do Iraque e Síria, ou Iraque e Levante, também conhecido por sua sigla em inglês ISIS)  . “Isto é muito sério”, disse o vice primeiro-ministro turco, Besir Atalay.

“Eu gostaria de me dirigir ao chefe do Estado Maior e lhe dizer: não envie a Turquia para uma aventura, especialmente quando o país está nas mãos de um terrível primeiro ministro, que mandou prender o chefe de estado anterior, acusando-o de terrorismo”,  dijo Kilicdaroglu.

 

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