General iemenita: Estados Unidos se beneficiam com guerra entre árabes

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Segundo o assistente do representante do exército do Iêmen, brigadeiro-general, as notícias da mídia ocidental sobre armas modernas do exército do Iêmen são divulgadas para intensificar os confrontos entre as partes, obrigando os países do golfo Pérsico a comprar armas norte-americanas.

Fonte: Sputnik

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O militar falou para a Sputnik Árabeque os norte-americanos querem convencer os países árabes que possuem plena informação sobre a situação militar no Iêmen. Isso não é verdade, diz o brigadeiro, acrescentando que a grande parte da informação de inteligência é um conjunto de mensagens fragmentadas da mídia e da Internet. Sendo assim, os norte-americanos não possuem informação suficiente sobre a situação militar do país árabe.

De acordo com o general, “os Estados Unidos se beneficiam quando países árabes destroem uns aos outros, pois, assim, podem pôr em prática de forma livre o seu controle e hegemonia na região. Os Emirados Árabes Unidos e o Reino da Arábia Saudita os ajudarão a fazer isso”.

Quanto ao arsenal dos mísseis do exército do Iêmen, segundo o general, nos últimos tempos, o seu potencial aumentou significativamente. “Podemos dar coordenadas para atacar qualquer cidade da Arábia Saudita, incluindo Riad. Mais do que isso, esses mísseis podem evitar o sistema de defesa antimíssil Patriot”, disse Aziz Rashid.

“Os mísseis estão melhorando constantemente”, acrescentou ele. Para os iemenitas, os mísseis são um meio de contenção e defesa, para os EUA – um pretexto.

 

OMS: mais de mil pessoas morreram de cólera no Iêmen desde o final de abril

Um total de 1.146 iemenitas já morreram desde 27 de abril, durante o surto de cólera no país, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira.

“Desde 27 de abril de 2017, um total de 166.976 casos suspeitos de cólera e 1146 mortes foram registradas no Iêmen”, escreveu a OMS em sua conta oficial do Twitter.

 

O surto de cólera no Iêmen foi anunciado pelas autoridades de saúde do país em 6 de outubro de 2016. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 7,6 milhões de iemenitas vivem em áreas com alto risco de transmissão de cólera.

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O Iêmen vive uma guerra civil desde março de 2015, o que afetou os sistemas econômicos e sociais do país, inclusive a saúde.

O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) caracteriza a situação no Iêmen como “a maior crise humanitária do mundo”, com 18,8 milhões de pessoas que precisam de ajuda humanitária ou de defesa, incluindo 10,3 milhões que necessitam de ajuda imediata, pois correm perigo eminente de vida.

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